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1ª Reunião Extraordinária da Comissão Permanente dos Idosos, Aposentados e Pensionistas
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1ª Reunião Extraordinária da Comissão Permanente dos Idosos, Aposentados e Pensionistas

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1ª Reunião Extraordinária da Comissão Permanente dos Idosos, Aposentados e Pensionistas - 30/06/2026

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Fumar. Tabagismo é uma causa importante de acidente vascular cerebral. uso de drogas e todas as drogas, além de problemas no coração, como arritmias e valvopatias e sedentarismo. A seguir, TV Câmara ao vivo. TV Câmara, Campinas. Confirmando, falamos ao vivo do plenário José Maria Matozinho. Vocês vão acompanhar a primeira reunião extraordinária da Comissão dos Exosos, dos idosos, perdão, que vai debater doença de Parkson como vereador, como presidente, o vereador Marron Cunha, que já está posicionado aqui no plenário. Boa tarde a todos. TV Câmara ao vivo e as redes sociais que nos acompanham. Pauta dos trabalhos da primeira reunião extraordinária da Comissão dos Idosos, Aposentados e Pensionistas, a ser realizada no dia 30 de junho de 2026, terça-feira, às 14:13, no plenário José Maria Matozinho da Câmara Municipal de Campinas. A reunião terá como pauta doença de Parkson. Palestrante, senora Sandra Fonte Alba, senora Laura Silveira Moriama, senora Terezinha Rodrigues Barbosa e comigo aqui Luiz Abico, meu grande amigo aqui de Câmara. É, é um prazer muito grande tá aqui hoje numa pauta tão importante aqui que nosso amigo excelentíssimo vereador Luiz Abico trouxe pra gente, ele comunicou para nós se a gente tinha essa abertura tão importante aqui na nessa comissão que também a gente acha que vai valorizar muito isso aqui, Luiz Abico. Então, eh esse tema que você trouxe chamou muita atenção para nós. Eu trouxe pessoas importantes aqui para falar sobre esse tema tão importante que às vezes eu não tenho tanto esse conhecimento de de como ela começa, qual é os primeiros sintomas. Então eu acho que isso é muito importante para gente faça esse debate aqui, que a gente traga, que as pessoas participam e que façam as perguntas aqui para que a gente possa tornar essa comissão aqui muito importante e muito relevante esse tema. E como aqui em gratidão meu grande amigo Luiz Bico, eu gostaria que ele assumisse aqui a presidência para que ele pudesse conduzir essa reunião dessa comissão, tá joia? Cadeira do presidente é mais pesada. é maior e mais pesada. Mas eu e o vereador Marrão temos uma coisa em comum, amiga Terezinha, Sandra e Laura e amigos que estão aqui presentes. Ontem o vereador Romon perguntou assim: "Marrom, vereador Marrom, eu vi que você vai torcer para quem? Pro Japão ou pro Brasil? Olha minha cara, né? Aí eu falei assim: "Vai ser 1 a 0 para nós." O quê? para nós brasileiro. Sou brasileiro, mas quando o Japão fez 1 a 0, quando eu fiquei preocupado, não ia ter a comissão, não ia ter comissão hoje, né? Nada. E o Marrão nós torcemos, vibramos juntos com 2 a 1 de ontem. Quero agradecer a concessão do presidente da comissão de endosso, vereador Marroncunha, para este debate, esse assunto importante que eh promove a conscientização sobre a doença de parque, viu, vereador, abordando diagnóstico, tratamento e reabilitação, além de compartilhar relatos de experiência de quem convive com a patologia, como é o caso da nossa amiga Terezinha Rodrigues Barbosa, que há 30 anos tem o seu marido com a doença de Parkinson. né? E quero também aqui saudar as convidadas Sandra Fontealba, que é foróloga, presidente da Associação Campinas Parkinson, ACP, especialista em motricidade oral CEFAC e mestre pela FFC Unicamp, atua na reabilitação da fala linguagem voz. e a senora Laura Silveira Moriama, neurologista, professora livre docente da e coordenadora do serviço de parque da Unicamp, PhD pelo UCL Queen Scare Institute of Neurology em Londres e voluntária da ACP e o pai dela é o meu acupunturista, Dr. Carlos Moriama. Sejam todos bem-vindos, todos bem-vindos. Essa reunião está sendo transmitida a pedido do presidente Marrom pela TV Câmara. Ela estará no YouTube em breve. Depois vocês podem pegar o link da reunião de hoje que está sendo transmitido ao vivo e compartilhar com que vocês queiram eh ver essa reunião que está sendo acontecida agora nesse momento ao vivo. Então eu já vou passar a pauta aqui. Vereador Morrão. Posso já encaminhar? E Sandra, Laura e a Terezinha? Quem fará a primeira apresentação? Fique à vontade, por favor. É, é Dra. Laura, né? Tá à vontade. Muito obrigada. Gostaria de agradecer aos vereadores a oportunidade de estar aqui falando desse tema, um tema pelo qual sou muito apaixonada. Eu trabalho há mais de 25 anos com a doença de Parkinson e outros transtornos no movimento, que são condições eh mais frequentes do que se pensa e muito desconhecidas ainda do público em geral. E queria agradecer também eh os outros colegas que estão aqui, os apoiadores da causa, as pessoas em casa que estão nos ouvindo, porque é um tema que realmente pertence a todos nós da sociedade e não apenas a quem sofre de Parkinson ou cuida de alguém que sofra de Parkinson. A doença de Parkinson, ela foi descrita em 1817 por um médico britânico chamado James Parkinson. Muito humilde, não foi ele que deu o nome, a condição, foram colegas. Depois, nessa época inclusive não existia neurologista, psiquiatra, era tudo a mesma coisa. E o James Parkinson, ele era paleontólogo, foi um dos fundadores da Sociedade Britânica de Paleontologia, geólogo, médico, cirurgião, dentista e ele também era ativista político, inclusive e quase foi preso uma vez em Londres, né? uma pessoa multifacetada e descreveu essa condição. Na descrição inicial do Parkinson em 1817, nós já vemos os sintomas mais conhecidos da condição, a começar pelo tremor e a dificuldade de movimentos. O nome dado à condição foi paralisia tremulante, né? que depois os outros colegas falavam, aquela doença que o James Parkinson descreveu e foi ficando doença do Parkinson, doença de Parkinson que a gente tem hoje em dia. Essa dificuldade de movimento é a parte central da doença, é a que mais se agrava ao longo do tempo. Inclusive as pessoas associam Parkinson com o tremor, mas 20% dos parkinsonianos nunca treme ao longo da doença, enquanto que 100% tem as dificuldades motoras. Eu vou propor um exercício para vocês aqui, pra gente sentir um pouquinho na pele essa dificuldade motora, claro, numa condição ínfima comparada a alguém que sofre de Parkinson. Então mesmo para quem tá em casa também nos assistindo ou pelas redes sociais, você pode soltar o seu tablet, põe em cima da mesa então o celular, porque a gente vai usar as duas mãos para fazer esse exercício. A gente vai levantar a mão pra frente e a gente vai abrir e fechar a mão o mais rápido e o maior que a gente puder durante o maior tempo que a gente conseguir. Então a gente começa a abrir e fechar bem rápido, né? E geralmente a gente já começa a experimentar um leve cansaço assim com uns 10 segundos, mas quem tem Parkinson já está extremamente lento às vezes nessa condição. E agora que já tá dando um minuto, quase todos nós já estamos um pouco lento e a gente olhando um pro outro percebe que alguns fazem um movimento menorzinho assim e outros fazem grande e mais lento, né? Pode relaxar, senão todo mundo vai ficar com dor no braço. Mas por que que eu fiz isso? Porque o sintoma cardinal do Parkinson, que caracteriza 100% dos pacientes é a bradinesia. Brade vem do grego lento, tanto que tem bradicardia, né? tá lento e sinesia vem do grego movimento. Então, movimento lento. Então, quando a pessoa começa a fazer o movimento, ele vai ficando cada vez mais lento e ele também fica cada vez menor. Enquanto que uma pessoa normal, ela começa a fadigar, ficar mais lenta e menor com um minuto, às vezes um pouco mais, dependendo do treino. Parkinson, a partir de 10 segundos, a pessoa já começa a ter essa fadiga e isso se expressa ao longo do dia inteiro. Então, a energia que a gente põe para fazer isso é uma. Quem tem parque supõe uma energia muito maior, mas muito maior para fazer isso rápido, para andar, para comer, para falar e para ter uma postura adequada. No Parkinson também o corpo vai ficando meio cansado pra frente, caído, e às vezes o próprio rosto fica um pouquinho cansado para baixo. Então não é incomum falem: "Nossa, anda reto". Só que o esforço que o parkinsoniano tem que fazer para andar reto muito grande, porque no Parkinson a gente tem a falta de uma substância chamada dopamina. Os neurônios que produzem essa substância vão lentamente morrendo nessa doença. E eles começam a morrer muitos anos antes da pessoa ser diagnosticada com Parkinson. Quando uma pessoa é diagnosticada, ela já perdeu 80% dos neurônios produtores de dopamina. E essa queda continua, então ela vai perder 80, 81, 82 e com os anos isso vai piorando e ela vai tendo que fazer cada vez mais esforço para fazer tarefas corriqueiras como caminhar, como piscar, como engolir. Entre os sintomas que levam parquinsanos a procurar o médico estão, por exemplo, olho seco. a pessoa pisca menos, então o olho acaba tendo um problema de lubrificação e o olho fica se sentindo seco. Quando a pessoa anda com Parkinson, ela não balança o braço ao longo do corpo, que nem a gente balança quando anda. E aí o ombro começa a doer porque não lubrifica o ombro, porque as nossas articulações se lubrificam com o movimento. Então, muitas vezes é por dor no ombro ou o que a gente chama de ombro congelado. é um ombro que não mexe muito e quando vai mexer dói. Então, muitas vezes a primeira pessoa que vê um parquinsoniano não é um neurologista, é um ortopedista ou um ofitalmologista. Isso foi constatado em estudos. Uma outra coisa, muitas vezes as pessoas sequer vão procurar o médico, porque os sintomas podem ser fadiga, cansaço, lentificação para fazer as coisas. Então, no dia a dia, a pessoa nem entende que aquilo é uma doença. Eu tenho uma paciente que tem Parkinson de início precoce, começou muito cedo, no caso dela antes dos 30 anos. E o sintoma principal dela, ela dividia banheiro com o irmão, que eles moravam juntos, ele falava: "Mulher é fogo, mas cada dia você demora mais para se arrumar de manhã, porque ela demorava 15 minutos, 20 minutos e foi se estendendo pela própria lentificação para fazer as tarefas. Então, os sintomas são múltiplos, não é apenas o tremor e nós precisamos treinar a população e as equipes médicas e de saúde, incluindo enfermagem, outros profissionais de fisioterapia, fonologia, terapia ocupacional e assim vai para diagnosticar, porque existem estudos no Brasil, tem um estudo muito bem feito, ele já tem mais de uma década, mas a situação não há evidências que mudou de que 50% dos pacientes com Parkinson não está diagnosticado no Brasil. É uma doença que afeta 2% dos idosos. Então, se nós conhecemos 50 idosos, nós conhecemos uma pessoa com Parkinson. Todos nós conhecemos alguém com Parkinson, mas às vezes a pessoa não está diagnosticada adequadamente. Um outro achado também que é muito importante dos estudos é que o Parkinson ele está aumentando de incidência. Então, em parte, porque a gente tem uma maior eh longevidade, as pessoas vivem mais e é uma doença que aumenta com a idade, então ela é menos comum abaixo dos 45 anos, mas ela pode acontecer abaixo dos 45 anos, que é o Parkinson de início precoce. E ela é mais comum acima dos 60, mas ela vai aumentando conforme a gente tem mais longevidade populacional. Então, a estimativa que a gente tem hoje de Parkinson, ela só vai aumentar e nós temos que nos preparar enquanto sociedade, porque esse aumento é rápido, né? Eu lembro quando eu fiz escola primária que eles falavam: "A expectativa de vida é de 60 anos". era nossa expectativa de vida no Brasil e hoje em dia ela tá lá nos 70, 80 e tá batendo. Eu falo que aquela a geração que está vivendo hoje com 80 anos tá num território não explorado. É a primeira geração que teve essa expectativa de vida. E estão descobrindo como viver com a cidade e o que e redefinir o que é viver com a cidade. Então nós teremos uma população de idosos com Parkinson. vai aumentar o número de parkinsonianos e a sobrevida do parquinsoniano vai aumentar. Então nós teremos pessoas com Parkinson vivendo muito mais tempo e a gente precisa preparar o parkinsoniano para uma vida muito longa com a doença. Então, um dos temas que nós vamos abordar e a senhora Terezinha vai abordar esse tema paraa gente também é a questão do exercício físico no Parkinson, o quanto ele é importante e tem uma capacidade não só de prolongar a vida, mas prolongar a qualidade de vida e, provavelmente diminuir a própria progressão da doença. Dito isso, uma vez diagnosticado Parkinson, nós temos então que tratar o Parkinson. E aí entram uma série de questões que nós enquanto sociedade precisamos abordar. Então uma vitória muito grande do Brasil enquanto país é que no Brasil os principais medicamentos para Parkinson estão disponíveis na rede pública, tanto pelas prefeituras quanto pelo Programa Nacional da Farmácia Popular. Então, no Brasil não existe uma pessoa que não tenha acesso à medicação. E vocês vão me falar: "Nossa, eh, é, é difícil conseguir isso quanto país?" É incrivelmente difícil. A gente tem isso nos países de alta renda, né? Claro, Estados Unidos, Inglaterra, tal, mas nos grandes países de renda média isso não tá disponível. Então, a gente é um exemplo na América Latina para inúmeros países em termos de disponibilidade da medicação. E mais, a gente tem muitos países de renda baixa na África, por exemplo, onde sequer está disponível a medicação no sistema privado. Então, uma pessoa com Parkinson, ela tá condenada ao prognóstico que ela tinha antes do desenvolvimento da medicação. E o prognóstico era de morte, porque antes de ser descoberta a levodopa, que é o principal tratamento pro Parkinson, que foi na década de 60 a 70, as pessoas morriam de Parkinson. E hoje em dia as pessoas não morrem mais de Parkinson, mas o Parkinson afeta a vida delas e muito. Então a nossa grande luta hoje é para dar qualidade de vida, dignidade e participação social pro parquinsoniano. Com a pandemia do COVID foi feito um experimento social. O que acontece se você trancar todo mundo na própria casa? Era um experimento que ninguém nunca teria coragem de fazer. A gente fez sem querer. Nós tivemos que ficar trancados em nossas casas. E o que foi visto que os pacientes com Parkinson deterioraram assim absurdamente, tanto em termos de motor, de não conseguir mais andar, começar a tropeçar, ter dificuldade para fazer as coisas, quanto do ponto de vista cognitivo. Alguns começaram a esquecer coisas, confundir coisas, confundir pessoas, ficar francamente confuso ali no dia a dia do que estava acontecendo. Então, foi-se visto que a socialização ela é fundamental pra saúde do cérebro e hoje em dia a nossa luta também é para que permitamos ao parkinsoniano que ele continue participando da sociedade, porque a tendência natural é de isolamento pela dificuldade motora e mais ainda pelo preconceito que existe na nossa sociedade contra as pessoas que têm qualquer coisa diferente. Então, só por nós estarmos aqui falando disso, abrindo essa janela, a gente já está ajudando as pessoas. As pessoas falam para mim: "Mas eu não sei, Dra. Laura, o meu amigo tem Parkinson, eu não sei o que falar para ele." Sabe o que você fala para quem tem Parkinson? Do Parkinson você não fala nada. Você não precisa falar de Parkinson. Aquela pessoa tem uma vida como a sua. Então você pode falar, como o vereador Ebico falou, do jogo de futebol, não é verdade? A vida continua para quem tem Parkinson e continua cheio de coisas interessantes. A gente tem vários portadores de Parkinson que estão aqui na plateia, que tem Parkinson faz muitos anos e fazem coisas muito interessantes. Tá aqui o próprio chat, o esposo da dona Terezinha, que faz várias trilhas aí que eu não faço, não, não faço mesmo, porque eu não aguento. Faz, né? A gente tem alguns influencers no mundo de Parkinson hoje em dia que escalam montanha de neve, fazem box, fazem várias coisas. Vamos trazer isso pra sociedade, mas vamos também reconhecer que o parquinsoniano enfrenta dificuldades a mais do que os outros e merece um auxílio especial. Então, realmente tem necessidade não só do medicamento que, graças a Deus está disponível, mas também de terapia física. Então, a gente precisa ter uma maior disponibilidade na rede pública de fisioterapia, fonudiologia e terapia ocupacional, que no momento são os principais armas pra gente enfrentar a doença. Eles melhoram muito o prognóstico da doença e a gente tem que disponibilizar. E ainda temos outras lutas para travar que não são nem a nível municipal, mas a nível nacional. Porque, por exemplo, o parquinsonismo, que é essa dificuldade de motor extrema que o paciente tem, leva quedas, às vezes não consegue levantar da cadeira, fica fica limitado a cadeira de rodas, não é reconhecido como deficiência física, dependendo da legislação. Então, por exemplo, um parquinsoniano não consegue uma vaga por deficiência física, porque não é uma deficiência física pela lei atual. Não tem hem pararesia, não tem tetraparesia, não tem quadriparesia, não tem cegueira monocular nem binocular. Então, o que ele tem? Ele tem parkinsonismo. Essa luta é uma luta muito maior, mas que nós podemos promover também para que o parkinsonismo seja reconhecido como uma deficiência. Então, eu acho que tem tantas coisas para nós fazermos juntos. Eu tô tão grata por estar aqui com vocês, por poder falar disso. Essa oportunidade realmente é preciosa para nós da Associação Campinas Parkinson. E eu vou passar a palavra então para quem convive com essa condição até há mais tempo do que eu, né, Teresinha, porque eu tô fazendo com isso, mas você tá faz tempo, né? Então eu acho que você vai poder falar pra gente, que tal? Obrigado, Laura. Com a palavra, Terezinha, por favor. Boa tarde a todos. microfone tarde. Boa tarde a todos. Eu agradeço muito esse convite para vir aqui falar um pouquinho sobre a minha vida com um portador de Parkinson eh já há 30 anos ou mais. Eu venho compartilhar um pouco a nossa história, porque eu acho que toda a história merece ser ouvida, não é mesmo? Por toda a experiência tem algo assim muito para ensinar. Então eu vou começar agora falar um pouquinho da nossa vida. Eh, eu acho que eu vou pôr aqui, né? Falar um pouquinho da nossa vida. H, meu marido começou a ter uns sintomas eh uns sintomas eh no braço. Ele tinha uma lentidão muito forte no braço direito. E ele começou a perceber porque ele tocava violão. Ele tocava num trio paraguaio, ele tocava violão. E ele começou a perceber que ficava para trás. Os outros tocavam, tinha arpa e o outro violão e ele para trás. Ele só cantava. E aí ele começou a ficar preocupado, começou a ficar preocupado, mas continuou trabalhando, continuou até que os amigos dele falaram: "Olha, não dá mais, não dá mais". E aí foi foi assim muito triste essa fase da nossa vida, porque a gente não descobriu logo o o o Parkinson, né? Então, a gente passou esses anos assim mais eh devagar, ele procurando outros empregos, porque ele precisava também trabalhar, mas também não conseguia. Aí quando foi em 2000, eh isso foi em 1998, isto quando começou a perceberse a lentidão. Em 2002, uma amiga minha falou: "Por que que vocês não levam no neurologista? quem sabe alguma coisa relativo à parte neurológica. Aí procuramos um neurologista e logo foi diagnosticado o Parxon na hora assim. Aí ele começou esse tratamento por uns anos com esse médico e depois já passou pro hospital das clínicas e aí começou a levar uma vida mais normal. Ele não voltou a trabalhar porque não podia, mas nós saímos, a gente saía com amigos. O não deixamos de aproveitar nossa vida juntos, não saímos um para barzinho e outras coisas que um casal faz, né? Já a gente aproveita sair bastante e viajar. Mas em ah o impacto, aí eu vou falar outra coisa, não nossa. Nós não tivemos esse problema de impacto, mas o impacto às vezes é muito forte para um diagnóstico para para algumas pessoas, né, quando sabe que é portador de Parkson e também pros familiares. Alguns se isolam e aí pior ficam, né, porque entram em depressão e é terrível. E a o familiar também fica sofrendo de ver isso e não sabe como lidar. Mas aí, desculpa, viu? Às vezes eu eu preciso dar uma olhada aqui porque ainda não não E foi nesse caminho aí que nós conhecemos a Associação Campinas Parques, nesse caminho de busca e de nesse caminho nosso até aí em 2024. Aí nós conhecemos a associação e isso ajudou muito. Foi aí que eh essa associação campinas, vou falar um pouquinho da associação agora, porque também eu fiz parte da diretoria e posso falar alguma coisa sobre a associação Campinas Parkson. Ela ela foi criada para ajudar as pessoas com parques, isso é óbvio, e os seus familiares. Então, parques sonanos e familiares são sempre convidados para reuniões. E essas reuniões acontecem mensalmente lá no Lar dos Velhinhos, por enquanto. Ah, porque o Lar dos Velhinhos gentilmente ofereceu um salão lá em que pode ser feitas essas reuniões. E nessas reuniões mensais, a gente procura levar eh eh voluntários para falar sobre a do voluntários eh como neurologista, Dra. Laura, é nossa voluntária, tá sempre lá conosco, muito querida, né, Dra. Laura. a a Simone, a Simone, não, a nossa presidente que ela é que ela é fono, também faz palestras e ela convida outras também, fisioterapeutas e outros outros outros profissionais e e com isso tá ajudando muito as pessoas e que no final dessas reuniões, dessas atividades, a gente promove lá um café da tarde e esse Esse café da tarde é muito alegre. As pessoas convivem, conversam, se vem que não só eles que sofrem do parque, tem outros e que estão ali alegres, cantando, conversando, comendo e é um cria um ambiente muito alegre e com o tempo eles vão aceitando a doença e que com essa doença também pode ser felizes. Podem sim. É uma doença assim progressiva, tudo a gente sabe, mas não tem por pensar nisso. Vamos viver o momento presente que é melhor, não é mesmo? Ah, já acho que é isso que eu tinha tido mais para falar. As eu já falei das reuniões, a importância dos grupos de apoio, né? O grupo de apoio ajuda a pessoa a entender a melhor a doença. Esse grupo ajuda a família a saber como lidar, que somos nós, o grupo de apoio, né? Nós que estamos lá no lar dos velhinhos, lá na nas reuniões. A convivência diminui o medo, diminui o medo e a solidão, porque eles têm muito medo, né? medo de sair e muitas vezes sai são eh taxados às vezes de bêbado, porque existe isso também, mas agora eles nem ligam para isso. Eu não sou bêbado, eu tenho paron, né, ou outra doença. Eh, então quem chega lá inseguro, quem e percebe que existem outras pessoas passando a mesma coisa, mesma situação. Bom, agora eu falei sobre associação nossa e essa associação teve um começo, né? Não é só agora, neste ano que foi fundada a associação. Eu participei muito desse início da associação. Esse, a associação começou com a Dalva Monar, é uma senhora que tinha Parkinson e ela começou a fazer reuniões na casa dela. Ela conseguia descobrir quem tinha par ou através do médico neurologista dela, ou através de outras pessoas. e convidava para ir na casa dela. Aí a ela começou abriu, conseguiu um lugar para poder fazer as reuniões. Eu a a essa isso aí eu não tenho certeza porque eu não tava ainda nessa época, eu entrei logo em seguida. Mas eu acho que a eh a doutora Elizabeth Colhatto tava junto com ela porque foi essa reunião passou a ser lá na Associação Médica de Campinas. Então, as primeiras reuniões foram lá na Associação Médica de Campinas, que fica ali na Glicério. Glicério. E e aí ela chegou em casa, conseguiu o nosso endereço através de uma amiga dela que tinha parques que morava no mesmo prédio. E foi através dela que nós começamos ir na reunião lá na associação eh na Associação dos Médicos. Aí, eh, ela, ela depois, ah, foram por um tempinho pequeno, ficou aí, eh, e em seguida passou para Souzas. Em Souzas era na ECA, acho que era isso o nome, na ECA, que era uma escolinha, uma escolinha. E a gente ia até na ECA, as reuniões ficaram assim com pouca gente porque era longe, era no distrito de Souzas. Então a gente começou a achar que precisava arranjar outro lugar. Foi aí que o o Dr. o seu Omar Abel Rodrigues, que ficou muito tempo na nossa diretoria, ele conseguiu um lugar na numa igreja aqui na na uma igreja aqui em Campinas, um salão dessa igreja. E ali começaram as nossas reuniões. Eh, acho que eu tava nós da velha guarda aqui tem alguns da velha guarda também, viu? A gente fala que é da velha guarda porque tem poucos agora que faziam parte dessa diretoria. E ali a gente começou a trabalhar, fazer o estatuto, reforma de estatuto e o Omar sempre junto conosco. Omar tinha Parkon também e foi, nós fomos caminhando por aí. E aqui eu tenho umas datas até para mostrar para vocês como foi interessante essa nossa caminhada no no na associação. Ah, em 2010, foi em 2010, o Omar ele conseguiu esse salão de festa porque nós precisamos sair lá de Souzas porque não deu certo. Aí quando foi em fim de fim de de 2010, o mar conseguiu aqui na Câmara Municipal de Campinas a aprovação do certificado de utilidade pública municipal da associação. Foi assim uma vitória muito grande pra gente, né? por então foi através do do seu mar a nova a nova eh agora a no final de depois de 17 de setembro de 2022, até aí a diretoria continuava sempre a mesma, sempre a mesma. Eu sempre tava junto, a doutora, a senora Rita também. Aí em 2025 foi eleita uma nova diretoria. Oar saiu e entrou a Rita e agora, atualmente, eh a Sandra, né, que foi eleita. Ah, agora o que a associação busca hoje? Mais acolhimento, mais informação, mais participação social, mais orientação sobre os direitos. Ah, nós temos advogado também que ajuda, eu esqueci de falar lá atrás, tá? Não são só profissionais da saúde, tem um advogado que também orienta contra essa questão aqui que é de direitos que eles tem do carro do carro com desconto, de aposentadoria mais cedo e e também estamos buscando melhores condições para as pessoas com Parkinson e suas famílias. A luta continua. A esperança é ajudar cada vez mais pessoas com Parkinson. Associação Campinas Parkon quer acolher, informar e aproximar as pessoas. agradecer, agradeço a oportunidade de falar aqui e também nós temos a grande esperança de conseguir um lugar próprio em que a gente possa oferecer todas essas coisas que estamos oferecendo num dia, no mês, porque só um dia por mês que a gente tem lá no salão, mas a gente possa oferecer todos os dias. E inclusive até um, eu pensei aqui comigo porque o meu marido, ele depois de uma reunião que nós tivemos lá, foi a última que a Dra. A Laura falou, ela falou muito sobre a o exercício físico, por a só o exercício físico pro parque sonano vale muito mais do que o remédio. Necessita do remédio, mas o principal é fazer exercício físico. Isso eu tenho exemplo em casa. Ele não fazia, não queria, não conseguia, não teimoso. Mas aí quando a Dra. A Laura falou, aí nós fomos junto pra academia, eu já frequentava, aí ele aceitou ir junto, já melhorou. Ele levava tombo à tarde, ele caía porque de manhã ele passava bem, mas à tarde ele tinha um, é festinação que chama, né, Laura, doutora Laura, eh, o pé anda na ponta do pé. Então ele levanta e sai correndo, bate em tudo, se machucou, tem machucado no braço e agora tá melhorando. Isso é experiência nossa, viu? Então, a gente quer se errar aqui com muito obrigada a todos que estão aqui. Muito obrigada aos aos vereadores, a La Dra. Laura e vamos passar a palavra pra nossa diretora, né, presidente, a Sandra. Muito obrigada. Obrigada Teresin. Antes de passar a palavra pra Sandra, conversando com o vereador Marrom aqui, nós vamos em conjunto, né, vereador, em nome da comissão do idoso, depois dessa para conversar com o governo, né, é muito difícil, mas é o início de uma conversa para buscar eu, vereador Marrom junto no espaço aí que a Terezinha citou. uma sede, né? É uma luta, porque muitas entidades pedem um espaço, uma sede. Não é, não é fácil. Mas conversando com Marrom aqui agora bem rapidamente, nós vamos fazer reuniões com o prefeito e com os secretários para ver se existe a possibilidade, né, Marró, da gente buscar um espaço aí para pra associação de vocês, tá bom? É o início, é o início de uma conversa somente. Muito obrigado. Passar a palavra para dona Sandra Ponte, por favor. Sandra, boa tarde. Boa tarde a todos. Eh, gostaria de agradecer o a comissão do idoso, na pessoa do vereador Marron, o Luís Abico, Dra. a Laura, todos os presentes, né, Terezinha, o pessoal que tá em casa nos assistindo, né, é uma grande honra a gente estar nesta casa, né, legislativa e iniciar esse diálogo, que é isso que nós precisamos, de um diálogo. A nossa comunidade precisa de um espaço, precisa de políticas públicas voltadas aos pacientes com Parkinson, como dito pela Dra. Laura e pela Teresinha, eles necessitam de atividades, né, de fono, de físio, de terapia ocupacional, de atividades que envolvam eh convívio, artes, dança, música, né? Isso é muito importante. Então, eu quero agradecer muito vocês por esse espaço, por essa oportunidade, né? Eh, e a a minha fala hoje ela tá um pouco mais técnica, ela vai ficar um pouquinho diferente aqui do pessoal, que não tem muito como você falar da fonaudiologia pro pro paciente de Parkinson, se você não tiver um pouco a questão técnica, né? Então, eu preparei uma uma apresentação falando um pouquinho da comunicação e da deglutição na doença do Parxon, o que a gente tem de possibilidades e de desafios, tá? Vai projetar, por favor. Sou eu que dou o comando, não? Ela quer projetar. Já tava tudo certinho lá com ela. Foi. Foi. Cadê? Já deu. Eu vou virar para cá. Passa aqui. Tá. Vamos. Eh, quando a gente pensa na doença de Parxon, como a própria Dra. Laura já citou, nós temos os sintomas não motores, que são aqueles que vão aparecer no decorrer do desenvolvimento da doença ou até muitas vezes antes, né? E dentro desses sintomas, os principais aí é a disfagia. Nós temos o distúrbio do sono, a disfunção cognitiva, depressão, desautonomias, disfagias e alterações do olfato. Então, naquela imagem ali, a gente vê a dificuldade da expressão facial, o olhar parado, a voz muitas vezes é uma voz monótona, sem curva melódica, né? O tronco inclinado, movimentos em bloco, rigidez, pele oleosa, braços mais encolhidos, marcha confestinação e tremor das mãos. Só pra gente recordar um pouquinho, né? Então, dentro da comunicação, quais são os aspectos aí mais eh primordiais que envolvem o Parkson? a desotrofonia hipersinética, que é uma alteração neurológica da fala, né, e da voz. Eh, muitas vezes alterações de voz permitem fazer o diagnóstico precoce do Parxon com 99% de precisão, mas muitas vezes o paciente não chega com essa queixa ao neurologista, né? Então, acaba passando cognição e linguagem, que a gente começa a observar uma deteriorização das funções executivas, então muitas vezes nomeação de verbo, fluência verbal, a rigidez, a sinesia e a disfunção frontoestrietal, estriatal. Eh, esse é bem conhecido de todos nós, o Michael James Fox, né, que é um lutador pela causa da doença de parcos, tem uma fundação. Então, as manifestações que a gente começa a observar no paciente é uma doença simétrica. Então, a face também começa a ficar assimétrica, né? E essa simetria, ela vai aparecer no volume baixo da voz. A voz vai ficar rouca, monótona. podem ser relatados como os primeiros sintomas. Então isso tem descrito em alguns livros e Arôcio é um dos autor que descreve, né? Então, muitas vezes o parquisoniano ele é percebido como entediado, desinteressado, apático. Nossa, eu falo com ele, ele não tem uma expressão, ele não apresenta reação, né? Isso já vem da própria condição motora, né? dificuldade na execução do movimento pela lentidão e pela rigidez. Eh, 50% aí dos pacientes com a doença de Parxon apresentam problemas de fala. E uma das questões também é a diminuição do fluxo inspiratório. Se ele tem todo um comprometimento motor a nível de membro superior, inferior, ele também vai ter um comprometimento motor a nível facial, porque a face também é músculo, língua é músculo, laringe tem músculo. Então daí vem toda essa dificuldade na comunicação, na fala e na voz. Aqui eu vou passar porque tá muito técnico, não tem necessidade. E aí a gente entra um pouquinho na questão da deglutação, tá? A importância da deglutição dentro da doença de Parxson. A declção, ela vai ocorrer por fases. Então também vou paraa frente porque aqui eu vou explicando um pouco melhor. Nesse primeiro slide nós estamos observando a fase oral da mastigação, que é que é precursora da deglutição. Então eu vou com o bolo alimentar dentro da boca, vou mastigar. Esse bolo vai eh sendo posteriorizado com os movimentos dos músculos mastigatórios. E aí eu tenho uma fase oral transitória que ela tá indo da do início ali da boca pra parte mais posterior. E aí tem a fase farinja e a fase esofágica. Quando ela passa paraa fase faríndja, eu preciso ter uma evolu uma uma elevação da laringe, um abaixamento da epiglote e uma condução desse bolo alimentar pra via correta, que é a via esofágica. Quando eu tenho uma condição muscular com alguma alteração, consequentemente eu vou ter problemas nessa transição desse bolo. Eu posso ter uma penetração em valéculas e aí o meu organismo automaticamente vai avisar: "Eu vou torcir". Opa, engasguei. Muitas vezes eu não engasguei. Muitas vezes é o meu organismo dizendo: "Olha, tem algo estranho em lugar estranho." Então, automaticamente o organismo vai expelir, vai tosir. A tosse é uma defesa, nem sempre ela é ruim. Muitas vezes ela vem para defender a nossa parte respiratória, o nosso pulmão. E aí eu preciso tá com a minha musculatura em ordem para que eu consiga elevar a laringe, abaixar a epiglote, fechar a prega vocal e botar esse bolo alimentar pro esôfago, que é bem mais estreito do que a laringe. Bem mais estreito, tá? Então aqui é um filminho de como acontece o processo de deglutição. Eu tenho a língua, o bolo alimentar vai entrar na minha boca, os meus dentes vão exercer a função de triturar esse alimento e de formar o bolo alimentar. Eu vou ter uma elevação da língua que vai levar esse alimento pro páloto e vai propulsionar a minha epiglote abaixa, a minha laringe eleva e o bolo alimentar vai pro meu esôfago. Eh, é que não tem ponteira aqui, fica difícil mostrar, mas enfim. A hora que vocês vem aquela linguetinha fazendo assim, é a minha epiglote abaixando, fechando a minha laringe e propulsionando esse bolo alimentar pra parte do esôfago e consequentemente protegendo a minha via aérea. Quando esse alimento, essa água cai na via aérea, que é nas valéculas, que eu automaticamente vou torcir para liberar, eu corro o risco de broncoaspirar. Então, a o paciente com parkson não morre do parkson, mas ele pode morrer por uma infecção pulmonar, por uma penetração na na laringe, por uma penetração na via aérea, por uma infecção e ele não dá conta dessa infecção. Então, é extremamente importante eu trabalhar a minha musculatura. Então, o exercício físico vai trabalhar a minha perna, o meu braço, ou seja, o meu corpo. E o exercício fonoaudiológico vai trabalhar a minha cabeça e meu pescoço, né? ou seja, a musculatura facial e a musculatura laringja para que eu tenha uma boa condição de deglutição. Dentro da doença do Parkson, o mais importante é ter uma boa deglutição, porque se eu broncoaspiro, como que eu vou dar conta de lidar com essa pneumonia, né? Sofre. Os pacientes aqui que já passaram por isso sabe o quanto é difícil você tratar uma condição pulmonar, né? Então, daí a importância de poder eh trabalhar essa musculatura. Você pode passar para mim? Acho que não tá indo, né? Então, a disfagia, ela é um sintoma com alterações no mecanismo, no controle neuromuscular ou sensorial da deglutação. Ela pode estar presente na fase inicial da doença e nem sempre ela tá associada à gravidade da doença. Às vezes a pessoa tem uma doença já num estágio bem progressivo, mas que a deglção ainda tá em ordem ou ao contrário, né? Eu não tenho sintoma nenhum ainda motor, mas eu tenho uma alteração de deglutição. Então isso é uma questão que eu tenho que ficar atenta e tá sempre conversando com o meu neurologista. É um sintoma não motor, porém eu preciso do motor para que ela possa est funcionando bem, né? É um sintoma agravante da doença. O a principal questão são as infecções respiratórias, né? que isso sim pode levar um óbito. E em alguns casos elas progridem silenciosamente. Quando eu tenho uma alteração sensorial, eu posso ter uma penetração do alimento e eu não vou tcir. Então aquele alimento vai entrar na minha laringe, eu vou fazer uma infecção pulmonar, um problema pulmonar e muitas vezes não vou me dar conta de que aquilo tá ocorrendo pelo processo de deglutição. Então, são as broncoaspirações silentes que a gente costuma nomear. Isso é bem importante. Fez pneumonia, não achou a causa, opa, vamos avaliar essa deglutição, né? E hoje a gente tem exames bem objetivos para poder fazer essa avaliação. Eh, é isso. Vamos lá. Bom, aqui um um desenho mostrando mais ou menos quando a deglutição vai paraa via errada, né, e entra pro pulmão, acompanhando aquela setinha, ao invés dela ir para trás, ela penetra na laringe e acaba causando problemas respiratórios. Eh, a disfagia na doença de Parkson, ela provoca impactos negativos na saúde do indivíduo, por ocorre um declínio na qualidade de vida, porque ele começa a comer pior, né? A alimentação começa a ficar ruim. a ingestão de alimentos, de medicamentos, que é um dos grandes entraves paraa pessoa com Parkinson, porque toma muitos medicamentos, ele precisa ter uma força muscular nessa língua para proporcionar esse medicamento para pra via correta, né? Então, o risco de penetração, aspiração larinja, a desnutrição, a desidratação e os problemas pulmonares, porque quando ele percebe que ele tá com dificuldade de deglutir água, suco ou o próprio alimento, ele diminui a ingestão, né? E aí começa a ter problemas sérios, né? não só da questão nutricional, mas da própria questão de de tá hidratado. Muitas vezes o paciente começa ter confusões mentais, começa tá desidratado, tá sem água, né? E isso é extremamente importante estar atento. Então o foco de uma reabilitação fonaldiológica, ela tem que envolver a questão respiratória, porque você também trabalha a musculatura, a fonação, extremamente importante você fazer com que essa laringe este funcionando, né, esteja sendo trabalhada a articulação, porque muitas vezes a voz acaba ficando baixa, o outro não entende, diminui a articulação, fica aquela voz abafada, né? e a ressonância, porque quando eu trabalho a questão ressonantal, eu consigo projetar um pouco mais essa voz. Eh, o meu programa terapêutico, ele envolve muito essa questão motora, né? Hoje a gente tem terapias conhecidas mundialmente, como os conceitos da Lil Silverman, que é um método de tratamento, né, extremamente eficaz. Temos que trabalhar exercícios de intensidade. Eh, eu particularmente trabalho muito com manipulação, senso perceptivo e estimulação em pontos motores. Tenho atuado com a fotobiomodulação transcraniana, com a estimulação do nervo vago e com o laser terapia. Algumas considerações que eu gostaria de est colocando, né? O Parkson, ele pode desacelerar os movimentos, mas nunca deve diminuir os sonhos. a dignidade ou o valor de uma pessoa. Cada paciente carrega uma história, cada família enfrenta desafios diários e cada gesto de acolhimento, cada política pública, cada oportunidade de acesso ao tratamento e à reabilitação tem o poder de transformar vidas. Eh, hoje, mais do que falar da doença, nós precisamos falar sobre pessoas, né? pessoas que continuam amando, trabalhando, aprendendo, contribuindo, inspirando, né? Que possamos sair dessa casa com um compromisso renovado de construir uma cidade mais inclusiva, mais humana e mais sensível às necessidades de quem convive com o Parkson. Quando entendemos, estendemos a mão a uma pessoa, fortalecemos toda a comunidade. E é isso que nós precisamos para oferecer aos nossos parkinsonianos, né? um espaço onde eles possam ter oportunidade de tratamentos, né, convivência, né? E é isso. Obrigada pela atenção de todos vocês. Obrigado, Sandra. Nós temos algumas perguntas aqui, eu tenho algumas, depois quem quiser se manifestar, vereador Marronconha, presidente, deve ter algumas questões, mas obrigado pela palestra, Sandra. a gente fica conhecendo as causas, etc., né? E nós, como vereadores, ficamos aqui pensando quais as primeiras políticas públicas que poderíamos propor para que a prefeitura pudesse eh dar apoio a esse tipo de cuidado, né? Então, assim, bem grosso modo, perguntaria pra Dra. A Laura, por exemplo, na sua visão, qual assim de imediato a primeira política pública que a prefeitura poderia estabelecer para já ajudar vocês nessa causa? Assim aí algumas que você pudesse elencar, por favor. Perfeito. Acho que tem que ligar. Obrigada, vereador. Eu acho que primeiro seria a ampliação da do diagnóstico e isso pode ser feito com, por exemplo, um kit simples, né? Porque o ex, o o exame clínico faz o diagnóstico. Você não precisa de muitos exames laboratoriais, mas precisa de um kit básico de exame de sangue e uma tomografia pelo menos, que não é um exame tão caro como uma ressonância, por exemplo. Então, por exemplo, dá esse acesso ampliado quando a suspeita é de Parkinson por ser uma doença tratável, eu acho que seria uma coisa importante. não é um número tão grande pacientes a ponto de honerar o sistema público de uma maneira muito grave e será de grande benefício diagnóstico adequado, porque o diagnóstico vai implicar no tratamento. O tratamento já tá disponível nas farmácias e vai diminuir então o custo do próprio município com aquele paciente que fica andando por ali para lá fazendo vários exames e não descobre o que que é. e também com o com o parceiro de cuidado, o cuidador que a gente tá vendo fica envolvido também nisso, perde dias de trabalho, né? Põe o estress do cuidador em cima disso, que porque os cuidadores têm aumento de pressão, é piora das condições clínicas. Então acho que o diagnóstico diagnóstico apropriado acho que deveria ser uma das estratégias de política pública e o acesso à reabilitação devia ser o outro pilar também. Então, priorizar a reabilitação física, incluindo fisioterapia e fonologia pros pacientes. Claro que idealmente a sessão deveria ser individual para maior benefício, mas a gente pode fazer, por exemplo, sessões em grupo com parquinsonianos do município, que a gente tem feito até na ACP, já foi feito isso na Unicamp. E com essas sessões em grupo seria também um custo razoavelmente eh, não digo que é pequeno, mas menor do que para sessões individuais. Então, uma vez que tem esse CID de Parkinson, né, que é o G20, dá acesso, por exemplo, à reabilitação física por telemedicina, porque muitos faz podem fazer sessão por vídeo de casa, mas atualmente a gente não tem isso disponível no município. Então, acho que tem coisas assim acionáveis de uma maneira rápida. O que precisaria era profissional, né? Esse profissional ser unido de um tablet, pode até usar o próprio tablet ali e tá disponibilizando isso para municípios. Eu acho que não é tão difícil de conseguir. Nós vamos, né, Eric, estabelecendo contato com o Dra. Laura para conversar junto com a equipe do Marrom, eh, elaborar esse projeto de lei aí, que que você acha? Você pega o contato com ela, senta junto, faz um rascunho antiprojeto, né? Né, vereador? Sim. E a gente propõe isso pro executivo. Uma boa ideia. Perfeito. Obrigado. Básico de tudo. Acho que é o básico, o diagnóstico adequado, sendo que o tratamento farmacológico principal já tem, a gente tá faltando, então, e a gente conseguiria ampliar muito o diagnóstico, encurtaria o caminho. Encurtaria o caminho. Eu acho que um treinamento adequado das equipes básicas de saúde, por exemplo, que a gente pode organizar, né, eh, junto à própria prefeitura pra gente tá munindo os colegas que estão na ponta para entender os sintomas de parque. eles viram ali na faculdade, mas depois ficou mais isolado. Então tem algumas ações que a gente poderia fazer e nesse sentido, como uma representante também da Unicamp, além da ACP, existe uma disponibilidade da universidade para auxiliar, né, nessas nessas frentes de psicoeducação. Então acho que a gente pode fazer isso de uma maneira realista. Ótimo. Boa ideia, viu? A gente vai tomar essa iniciativa aí junto com a com o gabinete do Marrom. Vocês posso só complementar, por favor? Eh, uma da das questões assim da gente pleitear uma sede é justamente você poder estabelecer convênios com as faculdades, né, para poder desenvolver as terapias dentro da instituição. Então, o São Paulo é um exemplo, o pessoal tem apoio da USP, né? E todo o trabalho desenvolvido de físio, fono, terapia ocupacional, psicologia, é feito através do convênio com a universidade. Então você estabelece projetos e dentro daquela instituição que é a associação, junto com apoio, né, claro, da prefeitura, desenvolve o trabalho em grupo, né, e isso funciona muito bem, mas precisa ter o espaço, né, parceria nós temos, eu acho que assim, a gente tem Unicamp, tem PUC, né, tem outras faculdades, UNIP que nos apoiou no projeto do de abril, então você tem possibilidade de organizar projetos e estabelecer atendimentos, né, monitorados sempre por por professor, por médicos, enfim. Eh, é o sonho, né? Acho que é um sonho assim pra nossa CP aqui de Campinas, né? Nós vamos atrás disso também, viu, Sandra? Alguém gostaria de fazer uma pergunta? Só o microfone, só microfone, só, só um minutinho, por favor. Seu nome, por favor. Obrigada. Boa tarde. Meu nome é Venera, eu sou fisioterapeuta voluntária CP e falando do espaço de convivência, teleorientação ao paciente é muito importante. Mas o que eu vejo no dia a dia que eu trabalho com teleorientação é que eu vejo paciente, paciente MV, às vezes tem um grupo, mas eles não conseguem seguir. Então o trabalho em grupo é fundamental. para a reprodução física, para o exercício físico, como a Terezinha mesmo colocou, mas ela não queria ir, foi para uma academia, é outro clima, outra é mais vontade de fazer, mais vontade você vê outra pessoa, você se espelha naquela pessoa e o profissional consegue atingir a uma população muito maior. Aham. Mas como a CP, a gente precisa de um espaço físico, ele precisa ser uma sede pra gente atrair os parquonianos para esse espaço. Então é muito, mas muito importante. Entendido. Obrigado, Laura. Isso mesmo. Mais alguém? Pois. Boa tarde. Boa tarde. Meu nome é Marilda. Eu participo da ACP há pouco tempo aqui de Campinas, né? Mas eu estou precisando urgente, urgente mesmo, de fonudióloga. Só que assim, com o salário mínimo eu não tenho como pagar. Aham. Não tenho condição, porque eu tenho remédio, tenho alimentação, tenho transporte, então fica difícil para mim pagar uma fonudióloga, não é? E também tem outros remédios que eu tomo e eu já peso bastante nas costas do do familiar meu, né? Já fica pesado carregar uma pessoa que toma uma porção de remédio, né? E eu quero agradecer também por essa essa essa oportunidade, né, que todos estamos tendo e a associação também. Quero agradecer muito a Sandra, né, por toda essa luta que está sendo feita pela diretoria, também pelos profissionais aqui presentes, né, que muito nos ajudam e que deles muito nós precisamos. Obrigada. Obrigado, Maril. Mais alguém aqui? F. Boa tarde. Boa tarde. Boa tarde. Eh, a gente vê assim, eu passei em cinco neuros e eles falaram que não era com eles. Eu fui em três ortopedistas. O ortopedista falou: "Corre com o neuro lá que eu acho que você tem parks". Demorou para identificar. Eh, eu trabalho na Caixa Federal e eu trabalhava na área de saúde e a gente fazia a prevenção. Na prevenção, se conseguir identificar o problema, coisa assim, o achando o diagnóstico mais cedo, a gente consegue baratear os custos de toda a o tratamento. Verdade. Então assim, a prevenção que nem a Dra. A Laura falou é a coisa principal para pro pro município, pro pro trabalhador, pro pra empresa onde a gente tá identificando mais cedo, barateia tudo quanto é coisa. a gente usa menos remédio, menos eh a gente passa por menos exames, menos coisas e consegue entender, pelo menos estabilizar e e paraa prefeitura melhora bastante o o fazer a prevenção, fazer de preferência fazer coletivamente em em vários grupos, várias coisas assim, tendo a sede, né, que é importante. Claro. Claro. Obrigada. Acho que aqui desse lado que vice-presidente leva lá, João. Ah, já tem, já tem. Boa tarde, vereadores. Eh, tendo em vista e ouvindo a demanda do pessoal aqui que foi apresentada que o principal impasse seria o local para exercício das atividades. Eh, anteriormente lá no Jardimolina tinha o Lar Campinense do bem-estar da criança e do adolescente. O local ele foi desapropriado porque não estava tendo utilidade pública e ele foi reintegrado aos bens da prefeitura e está inclusive nesse momento sem utilização pública. Seria até uma sugestão do pessoal analisar o local, verificar a viabilidade e vossas excelências verificando se há essa viabilidade, propor ao prefeito que fosse utilizado pela associação para essa finalidade social. Então é um local que está desapropriado, já houve o processo judicial, ele foi reincorporado aos bens públicos da prefeitura e seria uma sugestão para análise e apuração para ver se é eficiente pra associação de Parkson. OK. Tá anotado aqui. Esse aí, ó. É para fazer mais alguém? aqui. Boa tarde. Meu nome é Marina e eu sou parksoniana. Ah, Marina. E eu faço acompanhamento na Unicamp, só que assim, eu acho que o a questão dele está pleitando nessa uma associação por parques em Campinas é muito importante porque vai ter vários profissionais que já estão disponibilizados para para as terapio, mas eu também tenho necessidade de uma avaliação psicológica de psicóloga. de uma terapia ocupacional e é mais difícil conseguir porque não é sempre que a gente consegue eh com facilidade esses tratamentos. Então, tendo uma sede, eu acho que é muito importante que da consegue conciliar mais trabalhos profissionais, né, para quem precisa, porque é muito difícil, a gente precisa desses encontros realmente, como a Terezinha falou, eh a gente depara com com preconceito na sociedade. Você anda num transporte público, você tem sua dificuldade para andar, para entrar, você tem e é uma questão que você tem que estar preparado psicologicamente. Eu quando eu tive diagnóstico há 17 anos atrás, graças a Deus eu tô bem assim bem, né, em relação à doença, mas tem pessoas que não conseguem ir num restaurante porque não consegue se alimentar, porque deixa o car ficar e às vezes tem aquela dificuldade. E tem na associação, como ela falou lá, tem os encontros, a gente a gente vai já aprendendo o que que a gente vai enfrentando no futuro com a doença. E as pessoas convivem, todo mundo tem o mesmo problema, ninguém sente vergonha de ninguém e consegue se e conviver, conviver melhor, porque senão a pessoa vai se recicando recluso, recluso e fica difícil. Aí não quer um tratamento. E eu acho que ter nessa associação facilita bastante pra gente. Eu como falando como parksoniana, eu vejo um dia lá na da reunião que é uma vez menç no mês. É muito importante, faz total uma total diferença no pra gente, a gente se sente bem revigorado, porque a gente vê que não é só nós que estamos passando por isso, tem outras pessoas. Os familiares aprendem também com as palestras que tem lá. Então eu acho bastante importante essa essa luta que que elas estão fazendo por por adquirir um espaço, né? Talvez esse espaço que foi sugerido também seja viável. E eu acho que a gente tem que seguir na luta sim e contamos com com a prefeitura para nos apoiar nesse momento de a palavra usar, mas nesse nessa necessidade que nós temos que é realmente imprescindível essa associação, esse espaço, tá? Muito obrigada. OK. ali no fundo ali. Obrigada. Boa tarde. Eh, eu sou a Vitória. Eu sou de Campinas, minha mãe também. Ela é uma, o médico acha que ela pode ter Parkinson. E eu estou aqui pela primeira vez, então minhas perguntas vão ser bem simples, porque eu encontrei pela internet vocês e é o primeiro encontro que eu tô participando. Mas eu queria entender melhor primeiro se, como ela comentou de exames mais simples para diagnosticar, se já existem alguns exames que são mais simples para diagnosticar, porque a gente ainda vai marcar outro neuro que foi agora que eles descobriram, já era para terem descoberto antes, porque ela já fez fisioterapia em outros lugares, né? E eu acho que como uma pessoa da área da saúde já devia ter eh diagnosticado, né? Então eu acho que ela tá em um grau um pouquinho, uns dois ou três, não sei, ainda não conheço muito, tô aprendendo agora, mas eu queria entender sobre esses exames e também como que eu faço paraa minha mãe fazer parte, né, da ACP, se tem alguma forma. Eu vi pelo site eh uma vez que tem que ter um encaminhamento médico da UBS de Campinas ou se é necessário ou não. Pode responder, Laura. Ou pode ser outro médico também. E Lauria Sandra, por favor. pode ir. Eh, para fazer parte da associação, não precisa de atestado médico, é só você eh se inscrever. Eh, no final aqui da sessão eu pego o seu telefone, passo o contato direto da associação e você faz o cadastro e ela já pode participar conosco da associação, tá bom? Tá certo? Obrigada, viu? Imagina. Inclusive, a associação também recebe pessoas que não t certeza do diagnóstico, né, Sandra? Às vezes você quer ir para obter mais informações, às vezes você quer ir porque você quer estudar essa. Então assim, todo mundo pode frequentar a associação. Quem tem Parkinson, quem conhece alguém com Parkinson, quem tem curiosidade sobre o assunto por qualquer motivo que seja, quem se comoveu com isso e também quem quer ajudar ou ali na assistência, né, como voluntário ou fazendo uma pesquisa. né? Então, fiquem super à vontade para est comparecendo na na associação. E até essas dúvidas que você tem, às vezes a gente discute, né? Porque a gente tem essas reuniões de tempo em tempo que é só para perguntar dúvidas sobre Parkinson e a gente traz os profissionais então para estarem esclarecendo. Por se é de diagnóstico, vai ser um profissional da área médica, se é da reabilitação física, vai ser já da área de fisioterapia, fonodiologia, terapia ocupacional. Então, eh, também serve para, aliás, principalmente para isso, né? Para tirar dúvidas. São os outros. Isso mesmo. OK. Já tá. E agora ela tinha perguntado. Sim, você perguntou sobre exames, né? O diagnóstico de Parkinson, como todos os diagnósticos em medicina, ele tem vários níveis de dificuldade, dependendo do caso. Então, tem casos em que você examinando o paciente, sem pedir qualquer exame, você já tem uma chance muito alta de ser Parkinson. A classificação atual, ela não é Parkinson, sim, não. Ela é Parkinson, muito provável, pouco provável, muitíssimo provável, né? A classificação internacional de Parkinson. Então, dependendo do caso da sua mãe, podem ser necessários mais exames ou não. E por isso que é importante procurar um médico. Quando o médico eh que tem um nível de treinamento mais geral, né, um clínico geral, um geriatra não tá conseguindo fazer o diagnóstico, ele então pede para passar com o neurologista e na neurologia tem um especialista em Parkinson e distúrbios de movimento, que é um médico que além de ser especialista em neurologia também é especialista em Parkinson. Então, dependendo do caso, você tem que ir avançando de médico, não necessariamente fazer mais exames, porque os exames não tem nenhum exame que fala com 100% que a pessoa tem Parkinson. Os exames só aumentam ou diminuem a chance. E muitos exames nós pedimos para eliminar coisas que parece parkson, mas não é, né? Então, por exemplo, eh, a lentificação, a dificuldade de movimento que as pessoas têm, pode ser dado não a Parkinson, mas por depressão ou por hipotiroidismo, que é o mau funcionamento da tiroide. Então, a gente sempre pede exame de tiroide para excluir que seja uma tiroide que não tá funcionando, que tá causando aquela lentificação, aquela dificuldade, porque daí você vai tratar a tiroide, que não tem nada a ver com o Parkinson. Então acho que no no caso da sua mãe é caso a caso mesmo, precisa discutir como médico dela o que que, né, qual vai ser o próximo passo. Obrigado, doutora. Conversando com o vereador Marrom aqui, ele sentiu a importância do tema. Quer conversar um pouco do vereador Marrom fazer umas perguntas? nosso presidente da comissão. Eh, aqui foi bem esclarecido aqui. Acho que eh a Laura, a Sandra e a Teresinha falou com muita propriedade aqui de tirar algumas dúvidas da gente, mas a gente vê eh o mais importante aqui, Lu, eh, amigo, é a dificuldade de você passar essa informação, de trazer isso aqui para que possa fazer disso aqui de políticas públicas, trazer várias pessoas que qual que seu nome mesmo é o no caso da vitória né, que achou pelas redes sociais aí e veio aqui participar. Eh, eu fui presidente 4 anos da Comissão de Pessoas de Deficiência e uma das maiores dificuldades era a gente trazer as pessoas que tm as dificuldades aqui para dentro. Então, eh, a gente tem que ter alguns meios, inclusive a gente conversa muito sobre isso para passar as informação, porque quando você tem um impacto aqui, aqui dentro aqui do legislativo, pra gente possa passar pro executivo, existe muita informação, né, da importância das pessoas participarem, tanto dos filhos, eh, que no seu caso, eu acho que isso é muito importante para que a gente possa, a gente ganha força em cima do dos nossos trabalhos, a gente criar um projeto e ele se ganha força. Então eu acho que as entidades para fortalecer essa comissão aqui, ó, tanto que eh essa comissão hoje ela é extraordinária, ela não é nem ordinária. Então nós abrimos isso aí para que acontecesse isso aqui, porque eu acho que é de muita relevância, de muita importância trazer isso aqui para que possa nós trabalhar muito mais em cima disso. foi falado de uma sede que você já teve utilidade pública, eh, foi falado da dificuldade para criar grupos para que possam participar juntos, porque eu acho que a prevenção ela é muito importante, né? Eu acho que a prevenção ela faz parte do dia a dia, porque só quem tem uma situação, um problema dentro da sua casa, que sabe como que é tratar. A gente sabe a dificuldade do idoso com saúde perante a família, tá? Eu não quero generalizar, tá? Eu acho que ninguém pode generalizar uma coisa, mas a gente participa, a gente sabe de vários casos, vários idosos procuraram a gente para passar as dificuldades que eles tem dentro da própria família de confiança e saber que diz então. Então eu acho assim, eh nós temos que juntar, sabe, amigo, fazer tudo esse trabalho, a gente se reunir os grupos aqui, nós temos a o nosso gabinete, seu gabinete, para que possa trazer algumas soluções e nós marcar outras reuniões para que nós possamos trazer mais pessoas para esse debate, trazer mais o público também que vem aqui para eles entender também o trabalho de vocês, a importância que vocês têm hoje junto ao município, o que eles precisam às vezes. Então isso aí eu sinto que é um é um é nós temos uma dificuldade muito grande disso, porque eu sempre falo eh você tem que se juntar, você tem que se valorizar e tem que trazer pessoas próximas e trazer também quem tá precisando. Porque às vezes você tem uma reunião, a gente faz, as pessoas cobram nós na comunidade, você vai participar de uma reunião, você tem lá 10 pessoas e tem 100 te cobrando. Então eu acho que a importância é trazer as pessoas também que vem aqui passam isso pra gente para que po que a gente possa transferir tanto pro legislativo quanto pro executivo para a gente possa fazer política pública, criar projetos para que a gente possa fortalecer aqui junto com vocês. Isso é muito importante. Eu quando falei assim trouxe essa importância a gente não tem muitas informações, né? A gente sabe o vamos falar, ele sabe o grosso modo a doença hoje deixou bem claro tanto a parte técnica aqui como a parte emocional. A senhora ficou muito emocionada em falar. Eu também tinha muito ficado porque eu tenho uma filha com deficiência também. Quando vou falar da eh disso aí a gente vem a emoção, né? Então, eu acho assim, para mim foi de grande eh de aproveito essa reunião aqui. Eu só tenho agradecer aqui o EAB trazer esse tema tão maravilhoso e que se depender de mim como presidente dessa comissão, estaria à disposição para o que vocês precisares aqui. Porque vocês precisar da gente também, a não ser pela comissão e sim através do gabinete, através do chefe gabinete do nossos assessores, que às vezes a gente não consegue responder na hora, estamos todas à disposição. E pode montar mais uma comissão aqui que nós vamos estar à disposição e eu vou é só você o senhor agendar aí que nós vamos para que nós possamos aqui discutir e debater esses projetos, tá? Obrigado, Marrom. Eu já vou colocar à disposição o nosso chefe aqui, o Eric e o João em contato com a Dra. Laura, né? Aliás, o pai da Laura, o Dr. Carlos Carlos Moriama, é cantor. Ele canta cara, canta e canta bem, viu? Seu pai canta bem. Então, aí quando você falou da dificuldade da voz, essas coisas, a gente fica preocupado, né? Eu não posso ter dificuldade da minha voz e nem é o Carlos, né? também é cantor. Eu canto junto com o pai dela. Ai, que coisa boa. Canto junto com o seu pai. Seu pai é um grande cantor. Conheço muito bem seu Carlos. Mas assim, nós temos dois trabalhos aqui. A comissão que eu aqui já agradeço o vereador Marrom pela concessão desse tema nessa reunião extraordinária. Nós estamos em mês de julho. A Câmara não tem mais as sessões ordinárias. Essa é uma reunião extraordinária, fora da pauta, fora do do calendário, vamos dizer, né? Mas é um tema tão importante que tivemos que fazer essa reunião hoje. Nós, viu vereador, nos preparamos por 15 dias para trazermos essas pessoas especializadas nessa área, porque da última vez que estivemos aqui, foi naquela pequena parte, onde eles tiveram muito pouquinho tempo para conversar e faltou esse espaço de um debate maior que que tá acontecendo hoje e eu acho que evoluiu. Nós temos aqui dois duas incumbências que é conversar com com o prefeito para viabilizar, buscar começar uma conversa sobre o tema da sede própria. Eu e Marrom vamos junto nessa luta e o gabinete do Marrom e nós vamos trabalhar junto numa num projeto de projeto de de eh na na área pública. O que nós podemos fazer para ajudar esse movimento? OK. Então, em breve o Eric contato com você para elaborarmos um projeto de lei. Acho que alguém tem mais alguma pergunta, alguma alguma dúvida? Vá conosce. Eh, a gente tem alguma forma de conversar com a parte de saúde da cidade para ajudar a a divulgar que existe o Parkson, passar pros médicos e talvez os postinhos assim. Isso é acho que nós podemos marcar o encontro com a secretária da saúde, com o setor e conversar com vocês, certo? Se é possível, Eric, você troca a ideia também aí o telefone, endereço. OK. Obrigado. Tá certo. Vontade. O Marrão quer falar? Teresinha quer falar, Teresinha. Pois. Ligar. Eu queria falar pro Silvio e para todos que nós no começo da associação, quando já estávamos comar, nós fizemos panfletos e levamos em todas as aos postos de saúde, só que não surtiu muito efeito e a gente parou porque aí não teve mais jeito, a gente não teve mais condições de continuar, mas a gente tentou sim, eu acho uma boa ideia isso. OK. OK. Gente, acho que já conversamos bastante, nós temos que encerrar essa transmissão. Foi ao vivo pela TV Câmara. Quero agradecer aqui os funcionários da TV Câmara, agradecer o gabinete do presidente vereador Marroncunha por estar nos cedendo esse espaço nessa reunião extraordinária para tratarmos do assunto da doen de Parkinson. E nossos compromissos aqui com diálogo com o executivo e a elaboração do projeto de lei será iniciado e vamos ter mais contatos aqui. E se precisarmos de uma outra reunião desse tamanho aqui, tenho certeza que o presidente Marron eh concederá para nós. É isso, presidente? Pode contar sempre com a gente. Então para as considerações finais para que o nosso presidente encerre essa reunião, por favor. Bom, obrigado, gente. Muito obrigado a todos, a presença de todos. Eu declaro encerrado a primeira reunião extraordinária da Comissão dos Idosos Aposentados e Pensionista que foi realizado no dia 30 de junho de 2026, terça-feira, com o término às 15:31. Meu muito obrigado a todos. Valeu, prontinho. Muito obrigado. Muita coisa. Obrigada. Acho que sim, confirmando, voltamos a falar aqui ao vivo do plenário José Maria Matozinho com o vereador Marroncunha, que é justamente o presidente da comissão dos idosos, não é? hoje um assunto certamente muito importante, porque foi falado sobre Parkinson, com a presença inclusive de especialistas falando a respeito do assunto. Como eu disse, o vereador está por aqui. Eh, foi debatido um assunto certamente de interesse de muita gente, né, vereador, dando dicas sobre tratamento. Boa tarde pro senhor. Você vê a importância que foi deixar aí dessa primeira reunião, inclusive não foi ordinária, foi extraordinária, né? agradecer também a TV Câmera por isso aí, que tá sempre com a gente, da relevância disso aí, da doença de Parkson, do de como que é as doenças, que às vezes você nem tá preparado por certas situações, tanto técnica, né, como devido à doença, o jeito que ela é. Trouxemos hoje pessoas aqui especialistas que falaram sobre doenças, trazer prevenções e trazer um debate também de políticas públicas para que possa juntar o legislativo com o executivo para que a gente possa ajudar com com públicos também. Bom, inclusive os especialistas responderam algumas perguntas das pessoas presentes e o senhor colocou o seu gabinete à disposição, própria abico também. Com qual finalidade o senhor disse aí de políticas públicas podem ser importantes também para tentar ajudar a população de Campinas que sofre com essa doença? Isso aí eu acho muito interessante, né? Até o Luiz Abrico trouxe esse tema aí, tanto o gabinete nosso como o gabinete de Luiz Abico tá à disposição de todos para qualquer informações e também a gente sempre fala que acho também n as próximas reuniões trazer mais o público que vem aqui participar com a gente que de um uma doença de uma relevância muito grande. Importante para conscientizar cada vez mais as pessoas também, né, vereador? Sim, conscientizar as pessoas que passam por esse problema. Valeu, muito obrigado pela entrevista e tenha uma boa tarde. Eu que agradeço sempre. Um abraço. Valeu. Muito obrigado, vereador Marroncunha conversando conosco, falando a respeito, portanto, desta reunião extraordinária da Comissão Permanente dos Idosos, Aposentados, também pensionistas da Câmara Municipal de Campinas. Vocês seguem com a programação normal da TV Câmara Campinas. Lembrando que amanhã meio-dia com Gabriel Castro tem o Câmara Notícia com todas as informações do legislativo da nossa cidade. TV Câmara, Campinas. A cada ano eu tenho a oportunidade de transformar o inverno de alguém. Um agasalho sem uso pode ganhar uma nova história. Se não tô usando, tô doando. Campanha do agasalho 2026. Presente no inverno e em todas as estações do ano, oferecendo dignidade a quem mais precisa.
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