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Morador de Campinas enfrenta hepatite e cirrose até transplante de fígado

Aparecido Maciel Góes, de 60 anos, relata ao programa Histórias de Vida como o diagnóstico evoluiu da hepatite à necessidade de transplante hepático.

Por Redação TV Câmara Campinas
Aparecido Maciel Góes durante entrevista sobre hepatite, cirrose e transplante de fígado no quadro Histórias de Vida da TV Câmara Campinas
Aparecido Maciel Góes durante entrevista sobre hepatite, cirrose e transplante de fígado no quadro Histórias de Vida da TV Câmara Campinas

Aparecido Maciel Góes, de 60 anos, contou ao programa Histórias de Vida, da TV Câmara Campinas, como conviveu por 14 anos com hepatite até a doença evoluir para uma cirrose hepática e exigir um transplante de fígado. O programa foi exibido em 23 de outubro de 2026 e tem duração de 21 minutos.

Conhecido como Maciel, ele veio de Londrina, no Paraná, para Campinas aos 9 anos, na época de uma geada que atingiu o estado. Começou a trabalhar aos 14 anos, em supermercado, e permaneceu na área de comércio por 45 anos. É casado com a esposa, com quem namorou por 12 anos e está casado há 33, somando 45 anos de convivência. O casal tem uma filha e um filho.

Diagnóstico e evolução da doença

O diagnóstico de hepatite surgiu durante uma consulta com um cardiologista, que identificou alterações nos exames TGO e TGP. Maciel foi então encaminhado a um infectologista, que confirmou a doença. Durante 14 anos, ele fez acompanhamento médico regular, com exames periódicos para monitorar a evolução do quadro.

Segundo Maciel, o primeiro infectologista que o acompanhava chegou a interromper o tratamento, por meio de uma carta ao médico seguinte, alegando que ele não conseguia controlar a gordura no fígado. A partir daí, o acompanhamento passou a ser feito pelo índice Meld, medida que avalia a evolução da doença hepática, substituindo os exames de TGO e TGP.

O índice, que estava em torno de 13 a 14 pontos, começou a subir em 2021, período em que Maciel estava afastado do trabalho por causa da Covid-19. O Meld chegou a 17 e 18 pontos, depois avançou para 23 e 25, atingindo o pico de 27, em uma escala cujo valor máximo é 29. Quando o índice atinge 17 pontos, o paciente entra na fila de transplante.

Para mim foi tudo muito novo. A gente não esperava isso e o Meld começou a subir.

Fila do transplante e encefalopatia

No início, Maciel estava a 200 posições de distância na fila de transplante. Com o agravamento do quadro, sua posição foi antecipada em razão do estado crítico de saúde. Durante esse período, ele também passou a apresentar episódios de encefalopatia, complicação relacionada à hepatite.

De acordo com a explicação médica relatada por Maciel, o intestino deixa de funcionar e passa a gerar amônia, substância que sobe ao cérebro e provoca perda de memória, além de episódios de agressividade e falas sem sentido, das quais ele não guarda lembrança. Na primeira internação causada por um quadro de encefalopatia, ele não reconheceu a esposa e os filhos, levando cerca de dois dias para voltar a reconhecê-los.

A internação relacionada ao processo de transplante começou em fevereiro e março de 2021. Segundo a apresentação do programa, após enfrentar a cirrose hepática, Maciel passou pelo transplante de fígado, em uma trajetória marcada pelo apoio da família.

No depoimento, Maciel destacou a importância da doação de órgãos para quem está na mesma situação que viveu.

É para as pessoas que às vezes têm medo dessa doação e o quanto ela é importante para as pessoas. É realmente uma doação de vida.

Assista à íntegra

A matéria completa foi ao ar no HISTÓRIAS DE VIDA da TV Câmara Campinas. Assista ao vídeo original: Histórias de Vida | Aparecido Góes.

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Acervo TV Câmara

Histórias de Vida | Aparecido Góes

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