Unicamp completa 60 anos e projeta quarta onda de expansao em Campinas
Fundada em 1966 pelo médico Zeferino Vaz, a universidade soma hoje 36 mil estudantes e sistema de saúde que atende 5 milhões de pessoas.
A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) completou 60 anos em 5 de outubro de 2026, data da fundação da instituição em 1966. A universidade foi criada sob a liderança do primeiro reitor, o médico e educador Zeferino Vaz, e reúne hoje uma comunidade de aproximadamente 40 mil pessoas, entre 36 mil estudantes, 2 mil professores e 8 mil funcionários.
O campus principal está instalado em Barão Geraldo, bairro de Campinas batizado com o nome de um barão produtor de café da região, antiga área de terra roxa dedicada ao cultivo de café e de cana de açúcar. Nas décadas seguintes, o avanço científico e tecnológico da universidade contribuiu para projetar Campinas como um dos principais polos de inovação do país.
Segundo o reitor atual da Unicamp, a missão da instituição é formar pessoas e gerar conhecimento que chegue à sociedade por diferentes caminhos.
A gente se sente muito orgulhoso porque a missão da universidade é formar gente e gerar conhecimento e fazer com que essa capacidade de geração de competência humana chegue à sociedade, ou por empregos, ou pelo apoio às instituições, ou pela extensão dos serviços.
Na área da saúde, a Unicamp mantém a maior rede hospitalar de alta complexidade da região, com raio de influência estimado em 5 milhões de pessoas. A pós-graduação de destaque e a formação de novos docentes deram à instituição o apelido de escola das escolas. Responsável por cerca de 7% das pesquisas realizadas no Brasil, a universidade forma por ano mais de 5 mil profissionais, entre doutores, mestres, bacharéis e licenciados.
Três ondas de transformação
O reitor descreve a trajetória da Unicamp em três grandes ondas. A primeira começou em 1966, quando Zeferino Vaz trouxe para a universidade especialistas brasileiros e internacionais para consolidar a pesquisa e o ensino qualificado, com o objetivo de transformar a instituição em centro de excelência. A segunda onda foi marcada pelos avanços científicos e pela democratização do acesso ao ensino superior, com políticas que diversificaram o perfil dos estudantes.
A terceira onda consolidou o projeto de inclusão social da universidade, com a criação de cotas e de políticas para pretos, pardos e indígenas (PPI) na última década.
Eu quero lembrar que a Unicamp foi uma das primeiras universidades a valorizar a escola pública. Em 1992, na minha visão, nós fizemos o primeiro grande projeto de inclusão, que foi quando criamos os cursos noturnos.
Quarta onda prevê expansão e sustentabilidade
Em conversa com o vice-reitor Fernando, o reitor afirmou que a Unicamp se prepara para uma quarta onda de transformação. Entre as metas estão a ampliação das vagas de graduação e de pós-graduação, o fortalecimento das práticas de sustentabilidade e o estabelecimento de novas parcerias com instituições da América Latina.
O projeto inclui a construção do Hub de Desenvolvimento Sustentável (RIDES), centro voltado à pesquisa e à formulação de políticas públicas em inovação e tecnologia, em uma fazenda adquirida pela universidade entre 2014 e 2015. Segundo o reitor, a expansão será conduzida com responsabilidade financeira e equilíbrio, para preservar a estrutura construída pela Unicamp nas últimas seis décadas.
Assista à íntegra
A matéria completa foi ao ar no Matérias Câmara Notícia da TV Câmara Campinas. Assista ao vídeo original: Câmara Notícia | 60 Anos Unicamp.
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