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Unicamp completa 60 anos e consolida polo de inovação em Campinas

Universidade soma 41 mil estudantes, professores e funcionários e projeta quarta onda de expansão com hub de sustentabilidade.

Por Redação TV Câmara Campinas
Reitor da Unicamp durante entrevista sobre os 60 anos da universidade ao programa Notícias da Metrópole da TV Câmara Campinas
Reitor da Unicamp durante entrevista sobre os 60 anos da universidade ao programa Notícias da Metrópole da TV Câmara Campinas

A Unicamp, Universidade Estadual de Campinas, completou 60 anos de história em 5 de outubro. A instituição foi fundada em 1966 sob a liderança do primeiro reitor, o médico e educador Zeferino Vaz. A data foi lembrada pelo programa Notícias da Metrópole, da TV Câmara Campinas, que entrevistou o atual reitor da universidade no campus de Barão Geraldo.

Instalada numa região que antes era dedicada ao cultivo de café e cana de açúcar, em Barão Geraldo, bairro batizado em homenagem a um barão do café, a Unicamp reúne hoje cerca de 41 mil pessoas, entre 36 mil estudantes, 2 mil professores e 8 mil funcionários, além de colaboradores terceirizados. A universidade responde por cerca de 7% da pesquisa científica produzida no Brasil e forma mais de 5 mil profissionais por ano, entre doutores, mestres, bacharéis e licenciados.

Nós estamos em Barão Geraldo, numa região de terra roxa. Era região de café, muito rica de café. Mas era também uma terra de muito canavial, por causa da cana.

A universidade também mantém forte atuação na área da saúde. Segundo o reitor, os hospitais da Unicamp formam a maior rede de alta complexidade da região, com área de influência estimada em 5 milhões de pessoas. A pós-graduação de destaque e a formação de novos docentes renderam à instituição o apelido de Escola das escolas.

Três ondas de transformação

O reitor da Unicamp descreve a trajetória da universidade em ondas de transformação. A primeira, iniciada em 1966, teve como objetivo consolidar a instituição como centro de excelência científica, com a vinda de especialistas brasileiros e internacionais trazidos por Zeferino Vaz. A segunda onda correspondeu aos avanços científicos e à democratização do acesso ao ensino superior.

A terceira onda trouxe políticas de inclusão social, com a criação de cotas para pretos, pardos e indígenas, chamadas de PPI, cerca de dez anos atrás. Segundo o reitor, porém, o primeiro projeto de inclusão da Unicamp remonta a 1992, com a criação dos cursos noturnos.

Em 1992, na minha visão, nós fizemos o primeiro grande projeto de inclusão, que foi quando criamos os cursos noturnos.

Quarta onda prevê novo ciclo de expansão

Aos 60 anos, a Unicamp projeta uma quarta onda de crescimento. Segundo o reitor, o projeto inclui a construção de um hub de desenvolvimento sustentável, centro de pesquisa e formulação de políticas públicas em inovação e tecnologia, em uma fazenda adquirida pela universidade entre 2014 e 2015.

  • Ampliação de vagas de graduação e pós-graduação
  • Construção do hub de desenvolvimento sustentável
  • Novas parcerias com instituições da América Latina
  • Fortalecimento de práticas de sustentabilidade

Segundo o reitor, a missão da universidade é formar pessoas e gerar conhecimento que chegue à sociedade por meio de empregos, do apoio a instituições e da extensão de serviços, como os prestados na área da saúde.

Assista à íntegra

A matéria completa foi ao ar no NOTÍCIAS DA METRÓPOLE da TV Câmara Campinas. Assista ao vídeo original: Notícias da Metrópole.

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Notícias da Metrópole

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