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Educação integral

Projeto piloto de tempo integral atinge só 317 matrículas em Campinas

Comissão Especial de Estudos sobre o Plano Municipal de Educação debateu o tema na EMEFEI Raul Pila, com proposta de limitar turmas a 25 alunos.

Por Redação TV Câmara Campinas
Professora Adriana Macedo e professor Gustavo da Silva Diniz debatem educação em tempo integral na TV Câmara Campinas.
Professora Adriana Macedo e professor Gustavo da Silva Diniz debatem educação em tempo integral na TV Câmara Campinas.

A Comissão Especial de Estudos sobre o Plano Municipal de Educação de Campinas se reuniu na EMEFEI Raul Pila, no Jardim Flamboyant, para debater os desafios e as possibilidades de ampliação da jornada escolar no município. O encontro teve como tema central a diferença entre educação integral e educação em tempo integral.

Participaram do debate a professora de educação infantil Adriana Macedo e o professor de educação fundamental Gustavo da Silva Diniz. Segundo os dados apresentados, o projeto piloto de atendimento em tempo integral para o Agrupamento 3 (AG3), iniciado neste ano em cinco unidades de Campinas, resultou em apenas 317 matrículas. O perfil do atendimento ainda está vinculado a uma experiência anterior de regime parcial, e não à proposta de tempo integral ou de educação integral.

Um dos pontos centrais da discussão foi a proposta de limitar as turmas a no máximo 25 alunos, parâmetro considerado essencial para a relação entre criança e adulto dentro da sala de aula.

Sem esse limite, o tempo integral vira apenas acúmulo de horas, não educação de qualidade.

Infraestrutura e jornada docente

Os professores defenderam que a ampliação da jornada escolar exige infraestrutura própria para as unidades e uma jornada de trabalho específica para os docentes. Também foi destacada a necessidade de mobilização das agências de educação infantil para obter seu enquadramento o mais rápido possível.

Integração de políticas públicas

A comissão discutiu a concepção de educação integral como a união entre cuidar e educar, e não apenas o acúmulo de horas na escola. Foi citada a ideia de quarteirão da cidadania, segundo a qual a escola integral deveria funcionar como ponto de integração de políticas setoriais no território, como saúde, assistência social e apoio psicológico, evitando a fragmentação do atendimento à criança. Em conversa relatada durante a reunião, com a diretora Luciana, foi mencionada a necessidade de uma visão menos fragmentada do aluno por parte do município.

A comissão também debateu outras condições apontadas como necessárias para a educação de qualidade, entre elas a infraestrutura das escolas, a alimentação oferecida aos alunos, a formação e a valorização dos profissionais, a inclusão e as atividades pedagógicas. Segundo os debatedores, há espaço para avançar na interação entre a educação e a cultura, incluindo atividades como o cinema, como forma de aproveitar o tempo adicional dos alunos na escola.

Assista à íntegra

A matéria completa foi ao ar no Matérias Câmara Notícia da TV Câmara Campinas. Assista ao vídeo original: Câmara Notícia | 4ª CEE Acompanhamento PME 2026.

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