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Psicopedagogo debate papel da família na educação escolar em Campinas

Anderson Coresma participa do Ponto de Vista, da TV Câmara Campinas, e explica por que pais relativizam advertências da escola sobre os filhos.

Por Redação TV Câmara Campinas
Educador e psicopedagogo Anderson Coresma durante entrevista no programa Ponto de Vista, da TV Câmara Campinas
Educador e psicopedagogo Anderson Coresma durante entrevista no programa Ponto de Vista, da TV Câmara Campinas

O programa Ponto de Vista, da TV Câmara Campinas, exibido em 17 de outubro de 2026, discute a relação entre a educação recebida em casa e o comportamento de crianças e adolescentes na escola. A edição analisa por que pais, em algumas situações, relativizam ou justificam atitudes dos filhos mesmo quando a escola aponta problemas de convivência, disciplina ou respeito em sala de aula.

O educador e psicopedagogo Anderson Coresma é o entrevistado da edição. Segundo ele, família e escola não devem ser vistas como campos opostos, já que ambas trabalham pela formação integral da criança.

É importante que tanto as famílias quanto as escolas entendam que elas não estão em campos opostos. Todos estão ali trabalhando, investindo e incentivando para a formação dessa criança.

Para Coresma, quando a escola faz algum apontamento sobre o comportamento de um aluno, o recado é um pedido de apoio aos pais, não uma acusação. Ele explica que a reação mais comum dos pais, ao receber um comunicado da escola após uma rotina de trabalho estressante, costuma ser defensiva.

A primeira dica é respirar, ler com calma, conversar com essa criança e fazer a ponte com o colégio.

O psicopedagogo cita a figura do orientador educacional como estrutura das escolas voltada à mediação de conflitos e ao acompanhamento integral do aluno, recurso que as famílias podem acionar para entender o que ocorreu antes de julgar a versão apresentada pela criança.

Diferença entre ambiente doméstico e escolar

Coresma observa que a criança aprende, antes de chegar à escola, valores e crenças próprios de cada família. Na escola, porém, ela passa a conviver em um ambiente coletivo, com uma proporção de um professor para cerca de 28 a 30 alunos, o que exige adaptação a regras diferentes das praticadas em casa.

Segundo ele, cabe à família conhecer a cultura da escola, incluindo o projeto político pedagógico e as regras de convivência, para reforçar esses combinados também no ambiente doméstico.

O peso do exemplo dos adultos

O entrevistado também destaca que crianças aprendem mais pelo que observam do que pelo que ouvem. Para ele, quando um adulto desautoriza outro, seja entre pai e mãe, seja em relação a um professor ou diretor, a criança passa a entender que aquela regra pode ser contornada.

Coresma recomenda que discordâncias entre adultos sobre a conduta da escola sejam tratadas fora da presença da criança, de modo a preservar a autoridade dos educadores e manter a sensação de um ambiente organizado e seguro para o desenvolvimento infantil.

Assista à íntegra

A matéria completa foi ao ar no PONTO DE VISTA da TV Câmara Campinas. Assista ao vídeo original: Ponto de Vista | A Educação Vem de Casa? o Papel da Família e da Escola.

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Acervo TV Câmara

Ponto de Vista | A Educação Vem de Casa? o Papel da Família e da Escola

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