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Mães cobram volta da Secretaria da Pessoa com Deficiência em Campinas

Em reunião de comissão da Câmara, participantes relatam demora no diagnóstico e falta de apoio escolar, inclusive em casos com liminares.

Por Redação TV Câmara Campinas
Participantes da reunião da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude na TV Camara Campinas
Participantes da reunião da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude na TV Camara Campinas

Mães atípicas e a psicopedagoga Mariá Neves reivindicaram a volta da Secretaria da Pessoa com Deficiência durante a 8ª reunião da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude, na Câmara Municipal de Campinas. O debate foi tema de reportagem da TV Câmara Campinas publicada em 4 de novembro de 2026 e reuniu relatos sobre dificuldades no atendimento de saúde e na educação inclusiva.

Segundo dados citados na reunião, Campinas tem aproximadamente 75 mil pessoas com deficiência, entre elas 25 mil crianças. Mariá afirmou que os números resultam do cruzamento de informações de diferentes serviços, como unidades de saúde e escolas. Os dados foram apresentados como referência para discutir a dimensão das demandas e a necessidade de políticas públicas permanentes.

O grupo de mães defendeu uma secretaria específica para ampliar o acesso a esporte, cultura, lazer, empregabilidade e empreendedorismo. Conforme informado na reportagem, o atendimento municipal a esse público está vinculado à Secretaria de Assistência Social.

O vereador Wagner Romão apoiou a reivindicação e defendeu que uma eventual secretaria articule ações entre diferentes áreas do governo, incluindo saúde, educação, trabalho e renda, esporte e cultura.

“Uma secretaria pode fazer muita diferença”, afirmou Wagner Romão.

Na discussão sobre as escolas públicas, professoras e mães relataram demora na investigação de necessidades de acompanhamento e na obtenção de diagnósticos. Uma professora afirmou que crianças deixam a educação infantil aos cinco ou seis anos sem laudo, apesar de sinais percebidos pela equipe escolar.

Os depoimentos também apontaram dificuldades para garantir profissionais de apoio. Uma mãe relatou que conseguiu o atendimento por liminar judicial, mas que o profissional é compartilhado entre crianças da turma, independentemente do nível de suporte. Ela também mencionou estudantes que permanecem sem esse atendimento mesmo com decisão judicial.

Na saúde, houve relatos de cancelamentos frequentes de atendimentos multidisciplinares e dificuldades para manter o acompanhamento. Uma mãe também descreveu obstáculos para conciliar o trabalho com a obtenção de receitas médicas necessárias ao tratamento do filho.

A recriação da Secretaria da Pessoa com Deficiência continuará em debate na comissão. A discussão tem como foco a articulação das políticas municipais e a interlocução com o Poder Executivo, responsável pela construção dessas ações.

Assista à íntegra

A matéria completa foi ao ar no Matérias Câmara Notícia da TV Câmara Campinas. Assista ao vídeo original: Câmara Notícia | 8ª Reunião Com. Criança e Adolescente.

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Acervo TV Câmara

Câmara Notícia | 8ª Reunião Com. Criança e Adolescente

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