TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Atrofia muscular espinhal

Jelres Freitas relata barreiras à inclusão na TV Câmara Campinas

Advogado, professor e escritor com atrofia muscular espinhal conta como a falta de acessibilidade dificultou seu acesso à escola.

Por Redação TV Câmara Campinas
Jelres Freitas durante entrevista ao programa Histórias de Vida, em registro do encontro exibido pela TV Câmara Campinas
Jelres Freitas durante entrevista ao programa Histórias de Vida, em registro do encontro exibido pela TV Câmara Campinas

O advogado, professor e escritor Jelres Freitas relata as dificuldades de estudar sem acessibilidade e a experiência de viver com atrofia muscular espinhal (AME) no programa Histórias de Vida, da TV Câmara Campinas, publicado em 4 de novembro de 2026. Na entrevista, ele aborda a perda de dois irmãos para a mesma doença e sua atuação na defesa dos direitos de pessoas com doenças raras.

Freitas afirma que nunca conseguiu andar e sempre precisou de ajuda de outras pessoas. Ao longo da vida, segundo seu relato, perdeu movimentos que permitiam realizar algumas atividades, como levar uma colher à boca, segurar um copo com água e manusear utensílios leves.

Na entrevista, ele descreve que atualmente movimenta os dedos e a região do pescoço para cima. Para comer e beber, depende do auxílio de outras pessoas. Ao explicar como percebe as limitações físicas, faz uma distinção entre o movimento do corpo e sua atividade intelectual.

Meu cérebro funciona, minha mente vai a milhão, mas o meu corpo não corresponde.

Aos 31 anos, Freitas também recorda a história familiar. Seus pais, pernambucanos, foram para São Paulo em busca de melhores condições de vida e se conheceram após a mudança. Antes dele, tiveram outros dois filhos com a mesma doença.

Segundo o entrevistado, o irmão morreu poucos minutos depois de nascer. A irmã morreu cinco dias antes de completar cinco anos, quando os preparativos para a festa de aniversário já estavam feitos. Freitas conta que os pais consideram sua trajetória uma vitória.

A educação ocupa um lugar central em seu depoimento. Aos oito anos, ele ainda não havia frequentado a escola. A falta de acessibilidade nos estabelecimentos de ensino dificultava a matrícula e o ingresso no ambiente escolar, conforme relata.

As barreiras também estavam presentes em convites para aniversários, encontros com amigos e atividades religiosas. Antes de participar, era necessário saber se conseguiria chegar ao local e utilizar o espaço.

Freitas afirma que essas dificuldades persistem em 2026 e destaca a barreira atitudinal, associada à falta de empatia. Em sua avaliação, a existência de legislação sobre os direitos das pessoas com deficiência precisa ser acompanhada pelo respeito a esses direitos nas situações cotidianas.

Assista à íntegra

A matéria completa foi ao ar no HISTÓRIAS DE VIDA da TV Câmara Campinas. Assista ao vídeo original: Histórias de Vida | Jelres Freitas.

Vídeo relacionado

Acervo TV Câmara

Histórias de Vida | Jelres Freitas

21:16 · 29 views visualizações