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Segunda Guerra Mundial

Associação dos Expedicionários Campineiros completa 81 anos em Campinas

Presidente da Câmara, vereador Luiz Rossini, defende levar a história da Força Expedicionária Brasileira ao currículo escolar das escolas de Campinas.

Por Redação TV Câmara Campinas
Vereador Luiz Rossini observa objetos do museu da Associação dos Expedicionários Campineiros em Campinas, TV Câmara Campinas
Vereador Luiz Rossini observa objetos do museu da Associação dos Expedicionários Campineiros em Campinas, TV Câmara Campinas

A Associação dos Expedicionários Campineiros completa 81 anos de atuação em Campinas preservando a memória dos pracinhas que lutaram contra o nazifascismo na Itália e defenderam o litoral brasileiro durante a Segunda Guerra Mundial. Fundada em 28 de outubro de 1945, a entidade é a associação de expedicionários mais antiga do Brasil e hoje mantém um museu com objetos doados por famílias de febianos de Campinas.

No início, a finalidade da associação era dar suporte aos pracinhas que voltavam da guerra após um ano afastados de suas vidas. A entidade buscava colocação profissional para os ex-combatentes, atendimento médico e aquisição de medicamentos para quem precisava. Hoje, a prioridade passou a ser a preservação da memória desses soldados, considerados responsáveis por uma participação fundamental do Brasil na Segunda Guerra Mundial.

Câmara defende incluir a história da FEB no currículo escolar

Durante visita à sede da associação, o presidente da Câmara Municipal de Campinas, vereador Luiz Rossini, destacou o papel do Legislativo na preservação dessa história e defendeu ampliar a participação das escolas no tema.

Nós transformamos o dia da Força Expedicionária Brasileira, que era comemorado no dia 8 de maio, para a Semana da Força Expedicionária Brasileira, comemorada todo ano na semana de 8 de maio. É muito legal o que a gente quer ampliar isso, fazer com que as escolas participem, que isso entre inclusive de alguma forma no currículo dos alunos das escolas de Campinas, afirmou Rossini.

Rossini lembrou que 8 de maio marca a data da vitória aliada e o fim da Segunda Guerra Mundial, e afirmou que Campinas teve muitos expedicionários que participaram do conflito, o que justifica levar o tema às escolas do município.

Museu guarda objetos doados por famílias de febianos

O museu, no formato atual, é resultado de um processo de reestruturação iniciado em 2013, quando a associação começou a revitalizar o prédio da sede com o objetivo de transformar o andar superior em espaço museológico. A partir de 2020, um grupo de historiadores passou a desenvolver um modelo de museu inspirado em referências já vistas no exterior, com o objetivo de resgatar a história da Força Expedicionária Brasileira ligada à associação, que nasceu ainda no navio em que os expedicionários voltavam ao Brasil. Boa parte dos objetos expostos pertenceu a febianos de Campinas, cujas famílias doaram o material ao museu.

Guaraci, uma das colaboradoras do museu, é filha de Justino Alfredo, que foi o último soldado de Campinas entre os febianos, falecido em 2021 aos 101 anos. Ele foi o último, entre os 328 expedicionários de Campinas, a morrer.

Desde pequena, desde criança, toda a minha família, meus sobrinhos, meus netos, eles sempre vieram aqui. Meus irmãos, tudo, nós fomos criados aqui. Para mim, é um orgulho estar aqui ajudando a memória deles, que começaram há 81 anos atrás, disse Guaraci.

Assista à íntegra

A matéria completa foi ao ar no Matérias Câmara Notícia da TV Câmara Campinas. Assista ao vídeo original: Câmara Notícia | 81 Anos AExpCamp.

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Câmara Notícia | 81 Anos AExpCamp

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