Cat sitter explica cuidados essenciais com gatos em Campinas
Ângela Lemos de Souza, a Andio Cats, detalha rotina, hidratação e sinais de comportamento da gata Paçoca, de 7 anos, no quadro É o Bicho.
O quadro É o Bicho, exibido em 14 de setembro de 2026 pela TV Câmara Campinas, reuniu a cat sitter Ângela Lemos de Souza, conhecida como Andio Cats, para explicar os cuidados que uma babá de gatos deve ter com os felinos na ausência dos tutores. A entrevista teve como exemplo a rotina da gata Paçoca, de 7 anos.
Ângela contou que atuava com resgate de animais de rua antes de transformar o cuidado com felinos em profissão. Segundo ela, deixou o mercado de trabalho para cuidar do filho pequeno e, ao decidir retornar, optou por atuar com algo que já fazia por conta própria.
Eu sempre cuidei de animais de rua, sempre resgatei. E eu fiquei focada em gatos, em felino, que é um animal que todo mundo despreza, que acha que na rua eles conseguem viver bem e eles não conseguem viver bem. Eles morrem atropelados, pegam doença e sofrem bastante.
Antes de iniciar o atendimento, Ângela faz uma entrevista com o tutor para conhecer o animal, obter autorização para entrar na casa e identificar onde ficam os pertences do gato e qual é a rotina dele. No caso da Paçoca, ela destacou que a gata não pode mudar de ambiente, já que o serviço de cat sitter é cuidar do felino no próprio espaço em que vive, quando o tutor está ausente por viagem ou doença.
Alimentação, hidratação e sinais de desconforto
Entre os cuidados essenciais estão a alimentação adequada e a hidratação, apontada por Ângela como ainda mais importante do que a comida. Ela afirmou que observa o pelo do animal para identificar sinais de desidratação, já que um pelo opaco pode indicar que o gato não está bem. A manutenção de momentos de brincadeira também é apontada como necessária, pois os felinos podem entrar em estado de depressão quando o tutor não está no local.
A cat sitter disse ainda que procura manter os horários de alimentação mesmo quando precisa atender vários clientes no mesmo dia, para preservar a rotina do animal. Segundo Ângela, uma visita de 45 minutos é suficiente quando bem aproveitada, com alimentação, carinho e atenção ao gato. Ela também explicou como identificar sinais de desconforto no comportamento felino, como mudança na posição do rabo e orelhas voltadas para trás, indicativos de que o animal não quer contato no momento.
Risco de lipidose hepática em gatos idosos
De acordo com a cat sitter, gatos idosos sofrem mais com mudanças de ambiente, o que pode levar o animal a se retrair e sentir medo. Ela alertou que um gato que fica até 24 horas sem comer por estresse pode desenvolver lipidose hepática, doença que compromete o fígado.
A cat sitter também comparou o comportamento de gatos e cães. Segundo ela, os felinos são territoriais, mas mantêm forte apego ao tutor e sentem sua ausência. Para Ângela, a independência atribuída aos gatos está relacionada à capacidade de se virarem sozinhos no dia a dia, e não à falta de vínculo emocional com quem cuida deles.
Assista à íntegra
A matéria completa foi ao ar no É O BICHO da TV Câmara Campinas. Assista ao vídeo original: É o Bicho | Cat Sitter: A Gatinha Paçoca e Sua Babá.
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