Psicóloga do Paica explica importância da socialização infantil em Campinas
Psicóloga Laura Rios Moreira, do Paica, explica como o convívio social molda aprendizagem e emoções desde o nascimento até a vida adulta em Campinas.
A psicóloga Laura Rios Moreira, do Paica (Programa de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente), abordou a importância da socialização infantil em entrevista ao quadro De Olho na Educação, da TV Câmara Campinas, exibida em 10 de setembro de 2026. Segundo a profissional, o convívio social acompanha a pessoa da infância à vida adulta e é determinante para a aprendizagem e para o desenvolvimento emocional.
Atendimento interdisciplinar no Paica
O Paica é uma organização da sociedade civil (OSC) que atende crianças e adolescentes autistas de 2 a 14 anos em Campinas. O trabalho é interdisciplinar e reúne fisioterapia, terapia ocupacional, psicopedagogia, psicologia, pedagogia e educação física. A entidade também oferece atendimento aos pais, com arteterapia e trabalho em grupo conduzido por psicóloga.
Há cerca de um mês, a instituição passou a oferecer um grupo de habilidades sociais voltado a adolescentes de 15 a 18 anos, realizado em uma sala nova, concluída no início deste ano.
Socialização ao longo da vida
De acordo com Laura Rios Moreira, a socialização não se resume a um recurso pontual, mas é importante para qualquer pessoa em qualquer momento da vida.
A socialização é importante para a aprendizagem, porque é a partir do contato com o outro que a criança aprende questões escolares, mas também comportamentos esperados pela sociedade e necessários para o convívio social.
Segundo a psicóloga, o processo começa desde o nascimento, quando a família se torna o primeiro ambiente social da criança, antes mesmo da entrada na escola, que costuma ocorrer por volta dos 4 anos. É nesse contexto familiar, com pais e irmãos, que surgem os primeiros vínculos e as primeiras noções sobre comportamento social. A socialização segue relevante na adolescência, na formação da identidade, e depois na vida adulta, em ambientes de trabalho e em situações do cotidiano, como viagens.
Emoções e esporte na formação social
A psicóloga destacou que uma convivência social saudável exige que a criança desenvolva autoconhecimento, autoestima e segurança emocional. Para isso, é fundamental que ela aprenda a perceber e expressar as próprias emoções, além de reconhecer as emoções do outro. Como exemplo, citou a cena em que uma criança cai, machuca o joelho e os pais nomeiam o sentimento, dizendo que ela está triste, o que ajuda a criança a identificar e nomear as próprias emoções.
Laura Rios Moreira também explicou como a prática esportiva contribui para o desenvolvimento social. Segundo ela, esportes coletivos, como futebol e vôlei, exigem comunicação entre colegas de equipe e leitura de linguagem não verbal, como o olhar trocado entre jogadores antes de um passe. As atividades em grupo também ensinam a esperar a vez, enquanto modalidades individuais, como artes marciais e natação, ajudam a criança a lidar com a experiência de não vencer e a desenvolver o manejo das próprias emoções.
Assista à íntegra
A matéria completa foi ao ar no DE OLHO NA EDUCAÇÃO da TV Câmara Campinas. Assista ao vídeo original: De Olho na Educação | Importância Socialização.
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