TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
A trajetória do canal

Há mais de 20 anos contando Campinas

Da primeira transmissão em dezembro de 2004 — restrita a sessões plenárias em canal fechado — até a programação 24 horas em sinal aberto que chega hoje a cerca de 400 mil famílias campineiras. Esta é a história resumida da TV Câmara Campinas contada por quem a construiu e por quem pensou o sentido de uma emissora pública.

Marcos

  1. 2003 — 2004

    A semente

    Em meio ao movimento nacional de criação de TVs legislativas — já existiam TV Senado, TV Câmara Federal e TV Assembleia (SP) —, a Câmara Municipal de Campinas começa a desenhar sua própria emissora. A intenção era passar a "assertivar" a própria casa: mostrar os debates, o trabalho dos vereadores, dar voz ao Legislativo num espaço novo da comunicação pública.

    A TV Câmara surgiu com o desejo de tornar a Câmara Municipal de Campinas conhecida pelos campineiros. Aquilo que era debatido nas comissões poderia se alastrar pela cidade.
    — Memória institucional
  2. Dezembro de 2004

    A primeira transmissão

    Estreia oficial. A TV Câmara passa a transmitir as sessões ordinárias do Legislativo em canal fechado pela NET. A equipe inicial tinha cerca de 13 profissionais — jornalistas, técnicos e equipe de produção. A primeira transmissão usava horário cedido pela TV Assembleia de São Paulo. Estrutura mínima, equipamentos básicos, dois ou três repórteres, poucos editores. Estava no ar.

    A primeira transmissão foi loucura. A gente não tinha retorno, não sabia direito qual câmera estava no ar, o sinal caía e voltava. Mas acabou saindo — naquele contexto, ficar na casa dos 50% já era de bom tamanho.
    — Equipe pioneira
  3. 2005 — 2010

    Amadurecimento

    A TV ganha mais espaço na grade da TV Assembleia, começa a fazer programas próprios além das sessões. Vereadores que antes resistiam passam a perceber que a população acompanhava. A audiência começa a crescer. Em 2006, a sessão de cassação do prefeito Hélio de Oliveira Santos durou 54 horas — talvez uma das mais longas do Legislativo brasileiro — e foi transmitida ao vivo pela TV Câmara, que se tornou geradora oficial para emissoras de Campinas, do estado e até nacionais durante o processo.

  4. 2014

    O salto para o sinal aberto

    Início das transmissões experimentais em UHF aberto. Primeira vez que a TV Câmara consegue ser sintonizada sem assinatura de operadora. Marco técnico fundamental: deixar de ser canal restrito e alcançar diretamente as famílias campineiras.

  5. Fevereiro de 2015

    Programação 24 horas, em definitivo

    A TV Câmara passa a transmitir 24 horas por dia, 7 dias por semana, na faixa UHF 61.3. A grade é ampliada — entram programas próprios, séries informativas, cobertura de comissões e audiências, debates. A equipe técnica e jornalística passa a ser substancialmente maior. É a virada de chave: deixa de ser "horário cedido" e passa a ser uma emissora completa, com identidade própria.

  6. 28 de abril de 2018

    Mudança para o 39.3

    Reordenamento técnico do espectro UHF em Campinas. A frequência migra para o canal 39.3 em sinal aberto digital.

  7. 29 de agosto de 2020

    Canal 11.3 — frequência atual

    Por determinação da ANATEL, nova migração. A TV Câmara Campinas passa a operar no canal 11.3, frequência mantida até hoje. Cobertura potencial: cerca de 400 mil famílias.

  8. 2026

    Novo portal — você está aqui

    Lançamento do novo site da emissora. Acervo completo com busca em transcrições, programas organizados por categoria, conteúdo por bairro, transmissão ao vivo embedada, sistema de sugestão de pauta, newsletter, painel administrativo. Uma nova camada digital para uma TV que já está consolidada nas telas há mais de duas décadas.

O que pensam dois jornalistas sobre TV pública

Depoimentos editados de Heródoto Barbeiro e Milton Jung sobre o papel das emissoras públicas e legislativas, e o sentido de fazer jornalismo com foco no cidadão.

Heródoto Barbeiro

jornalista
  • "A primeira pergunta a responder é: pra quem eu estou fazendo? Tenho que fazer na TV pública alguma coisa que interesse ao público."
  • "Se faço uma TV pública sem audiência, alguma coisa está errada."
  • "Não posso fazer na TV pública alguma coisa que não interessa ao público. Se vai coincidir ou não com a TV privada, isso é secundário."

Milton Jung

jornalista
  • "As TVs ligadas aos órgãos legislativos têm proporcionado melhoria no acompanhamento do trabalho parlamentar pelos cidadãos. É um avanço para a cidadania."
  • "A emissora pública tem que ter como foco o olhar do cidadão. No momento em que cumprir esse papel — independente de estar ligada ao Legislativo ou ao Executivo —, ganha credibilidade."
  • "O canal público de televisão para transmitir o que o parlamento está fazendo é uma fonte importante de informação. Para o jornalista e para o próprio cidadão."

Conheça o canal por dentro