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O projeto de lei de autoria da vereadora Fernanda Solto, que institui o plano emergencial de adaptação climática na rede de ensino municipal precisa ser aprovado em plenário em duas votações e sancionado pelo prefeito. Entre as adaptações previstas para as unidades de ensino infantil, Fundamental 1 e do e também para aquelas do ensino de jovens e adultos, está a implantação de ar condicionado nas salas de aula, mesmo naquelas já equipadas com ventiladores. No projeto a gente coloca essa questão do ar condicionado, porque muitas vezes se justifica existe a climatização adequada pelo uso de ventiladores. a gente sabe que isso não é mais suficiente dado as condições de temperatura que nós estamos vivendo na cidade. A gente tem professores e estudantes que mandam pra gente medições de temperatura dentro da sala de aula que chega a 42º. Muitas escolas têm janelas que não abrem totalmente, então o ar não circula. Então, mesmo tendo um ventilador dentro da sala de aula, não circula o ar, não tem renovação desse ar dentro da sala de aula e a temperatura, ele tem um impacto muito pequeno para garantir o controle térmico, o conforto térmico. Então, a os ventiladores eles são uma ferramenta importante, mas para a instituição do plano a gente defende a instalação do do aparelho de ar condicionado nas unidades, porque é isso que vai garantir uma regulação térmica verdadeiramente adequada. A vereadora salienta que as crianças e os adolescentes vivem grandes períodos do dia nas unidades escolares. Por isso, a medida deve ser emergencial. Estamos vivendo altas temperaturas, uma onda de calor importante em Campinas. A gente sabe que na nossa cidade as consequências do aquecimento global elas estão sendo sentidas literalmente na pele da nossa população. E nós temos uma situação muito crítica, especialmente nas escolas, nas unidades de saúde. Nós temos recebido muitas reclamações de trabalhadores da educação, da de gestão das escolas e de famílias, porque as escolas nesse período do ano, com essas altas temperaturas, elas estão se tornando ambientes insalubres. Então, nós fizemos visitas às algumas escolas até o momento já para verificar essa situação e a gente viu que não se trata de uma questão pontual, infelizmente é uma questão estrutural. De acordo com a proposta, o município também deve incluir a readequação estrutural de prédios nas instituições de ensino público. E, infelizmente, isso tem um impacto muito grande no aprendizado e também no trabalho. A gente tá vendo que tanto os estudantes estão sofrendo quanto os trabalhadores estão com dificuldade de ministrar as aulas, os outros trabalhadores de eh concluir as suas atividades nas escolas. E por isso nós apresentamos esse plano. É um plano que prevê que a prefeitura deve garantir a climatização adequada nas unidades de ensino do município. Então, todas as escolas que estão sobre a administração do do município de Campinas, da prefeitura, devem ser eh deve ser garantido uma climatização adequada com a instalação de aparelhos de ar condicionado nas salas de aula, nas secretarias, nas salas dos professores, todos os ambientes necessários. Mas para isso também é necessário garantir uma reforma em muitas escolas que não t hoje uma rede elétrica que consiga comportar a instalação desses aparelhos. A matéria prevê ainda a implantação de sistemas e técnicas de reuso da água para reduzir os gastos hídricos nas escolas municipais, conjuntos de uniformes compatíveis com o verão ou com período de altas temperaturas, entre outras medidas. Distribuição de protetor solar nesse momento é importante. Garantia de água refrigerada. São medidas que são urgentes e necessárias para garantir um conforto e possibilidade de ensino e de aprendizado nas escolas. Segundo os estudos da plataforma Ubiverde citados no projeto, Campinas é uma das cidades mais vulneráveis do interior de São Paulo aos efeitos das ondas de calor. A tecnologia permite observar a quantidade de cobertura vegetal, temperatura, distribuição de praças e a vulnerabilidade ambiental nas cidades. No estado, a metrópole ocupa a quarta posição entre as cidades mais vulneráveis. Diante disso, Fernanda Solto defende que o projeto seja discutido com a comunidade e votado com urgência na Câmara. Dada a questão do período que nós estamos vivendo, é necessário que seja feita uma eh uma tramitação em urgência. Nós estamos conversando, apresentando o projeto para os vereadores, debatendo também com a comunidade, porque a intenção não é só deixar esse projeto aqui dentro da Câmara. Nós queremos mobilizar a comunidade escolar, as famílias em torno dessa defesa. Também é um projeto para isso, para repercutir essa luta da comunidade escolar e do das famílias. M.