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A Câmara dos Vereadores de Campinas, por iniciativa da vereadora Paola Miguel, promoveu a segunda edição do evento Caminhando Juntos. caminhando junto, ele vem eh depois que a lei, uma lei aprovada no governo federal, né, de reconhecimento do dia 21 de março, né, como sendo o dia das eh religiões de tradições de matriz africana e contiscriminação, que já era uma data reconhecida pela ONU, né, eh, e nações do candomblé. É uma grande honra representar a Secretaria de Cultura e Turismo de Campinas e estar ao lado de todos vocês nessa celebração tão significativa. O trabalho que vem sendo realizado neste evento é fundamental para valorizar as casas de tradições de candomblé. A forma a forma como conseguimos unir forças e lutar contra a discriminação é um exemplo do que podemos conquistar juntos. A respeito da discriminação, é absurdamente ridículo tudo isso que acontece a respeito de não respeitarem nossas casas de candomblé ou casas de ifá. É um absurdo. Por quê? A palavra candomblé significa culto aos orixás através das energias da natureza. Água, fogo, terra, ar. Então, a partir do momento que isso ocorre, estão desrespeitando as leis da natureza que eles mesmos utilizam. O evento é uma oportunidade de reconhecer toda a dedicação e o impacto positivo que as personalidades têm na vida dos filhos e irmãos de fé. E contou também com a presença de autoridades políticas, como o deputado federal Alfredinho e o vereador Josa Queiroz de Diadema. a gente homenageia, né, zeladores, pais, mães, babalorixás do canomblé no dia de hoje, entendendo que muitos deles abriram caminhos para que a gente tivesse aqui, seja dentro do movimento negro, seja dentro das próprias casas e como ainda nós precisamos ter resistência. Muitas casas relataram inclusive os ataques, relataram o acolhimento, relataram o amor. E quando a gente pensa no candomblé, nas religiões mfricanas, no modo geral, é tudo isso que a gente sabe que acontece. Eu bati na porta dele para pedir 1 litro de leite, ele me deu uma caixa, eu tô só abreviando, eh, e muitas outras coisas. Eu não tive nem calcinha para colocar e ele me deu, tá? Então ele não é o meu zelador. Ele primeiro é o meu amigo, a pessoa que me acolheu, sem saber ao menos nem quem eu era. Depois ele foi o meu pai, ele é o meu zelador e ele é o meu abalaú. O direito à manifestação religiosa no Brasil está previsto na Constituição e no caso das religiões de matrizes africanas está diretamente ligado à cultura ancestral e à luta do movimento negro. O sangue negro corre, né, na nas terras, nas construções de todo o Brasil, mas principalmente na cidade de Campinas, que foi a última cidade do mundo a libertar o povo escravizado. Então, diariamente a gente precisa reconhecer os espaços onde a população negra foi excluído e agora luta tanto para poder ocupar novamente como é a Câmara Municipal de Campinas. Para a vereadora, o evento é uma forma de compartilhar a cultura do povo ancestral. com a cultura a gente consegue eh fazer crítica, fazer eh acolhimento, a gente consegue mostrar história, trazer tradição, né, sem ter que fazer o embate. Mas se for necessário, a gente também faz o embate, né, porque a gente sabe que, infelizmente, ainda tem muita intolerância e muito racismo religioso. Isso é o aché, isso é a macumba, é festa, é a cultura do povo que formou esse chão. É a união dos povos originários dessa terra, dos povos indígenas e do povo preto escravizado, que hoje, depois de anos de luta, tem um respiro para ser feliz. Atravessei o tronco. Árvore de memórias. Ah.