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A Comissão Permanente da Mulher da Câmara Municipal de Campinas esteve reunida pela segunda vez neste ano para a discussão de dois projetos de lei e um debate sobre ocupação feminina. A vereadora e presidente da comissão, Mariana Conte, conduziu os trabalhos que tiveram a participação das vereadoras Débora Palermo, Fernanda Solto e Paola Miguel. a questão da violência, que é um tema urgente na nossa cidade. Eh, nós sabemos que a violência de gênero, a violência contra as mulheres, ela pode ser prevenida, combatida. O feminicídio é o ápice de um ciclo de violência e que nós podemos interferir e é responsabilidade do Estado interferir. O item um da pauta foi discutido e colocado em votação sobre o parecer favorável do projeto que prevê a criação da Procuradoria Especial da Mulher no âmbito da Câmara Municipal de Campinas, de autoria das vereadoras Guida Calisto e Paola Miguel. A procuradoria também vem para fortalecer esse debate que a gente faz sobre a segurança das mulheres dentro dos espaços eh do do da Câmara Municipal e dentro dos espaços de representação. Eu voto favorável também nesse entendimento de que um grande ganho sobre as políticas públicas para as mulheres é a política especializada, né? Quando a gente tá falando da violência de gênero, da violência contra a mulher, da violência política de gênero, nós estamos falando de uma uma violência e agressões e negação de direitos muito específicas e por, portanto, é necessário que tenha políticas especializadas e a procuradoria da mulher também tá dentro desse conjunto, desse rol de políticas especializadas. Então, também o voto também é favorável. Então, por maioria, a comissão da mulher aprova esse projeto. O item dois da pauta discutiu e votou o parecer favorável da vereadora Paula Miguel ao projeto de autoria da vereadora Débora Palermo, que institui o programa de procedimentos e defesa pessoal no âmbito da cidade de Campinas. mais um projeto que tem o intuito de preparar a mulher para se defender de possíveis violências, não só como defesa pessoal, mas desde a organização do ambiente, né, como ela organiza a sua casa, um cômodo seguro, preparação de rotas de fuga, telefones e emergência. Nós temos o hoje o botão do pânico que ela pode eh fazer a ligação e a Guarda Municipal ter uma uma ação urgente, né? o programa eh Guarda Amigo da Mulher, eh grupos de apoio e aulas defesa pessoal para as mulheres que desejarem, né, eh eh participar e ter mais esse instrumento de defesa eh contra a violência. Mais uma vez as vereadoras tiveram consenso na apreciação do mérito. Eu sugeri o parecer favorável a esse projeto, porque eu acho que é uma iniciativa importantíssima pra gente conseguir ter e implementar na cidade de Campinas enquanto política pública e não só atividades pontuais. Quatro votos favoráveis. o projeto está aprovado. Eh, uma coisa que eu acabei de me lembrar que na ocasião quando eu apresentei o projeto, Débora, eh, eu apresentei inclusive para sendo contraturno escolar. E aí eu acho que foi exatamente esse ponto que sofreu resistência. Então, é uma coisa se pensar, né? Criado programa de fazer articulação com as escolas, né? a gente começar a criar uma cultura eh para que as mães criem seus filhos dizendo que ele que a mulher não é uma, não é um produto deles, né? não é uma propriedade deles e que as mulheres também saibam se portar dessa forma para para que não ocorra tanta violência, tanto feminicídio, eh quando há uma separação aí os homens eh infelizmente não aceitam e acabam por ã cometerem os o crimes aí contra as suas parceiras. Após as votações, a reunião debateu as ocupações das mulheres na cidade de Campinas. Porque eu tenho certeza absoluta que muita dessas mulheres que foram mortas ou fortemente espancada, se tivesse uma noção, pelo menos rota de fuga, como diz a Débora, né, uma noção de como é que pode se defender, elas talvez não estariam, né, perdido a vida. Então penso que são é um instrumento também que pode fortalecer muito, né, a vida das mulheres, porque eu acho que esse é o nosso grande eixo. Queria agradecer assim em primeiro lugar o apoio durante esses dois anos de ocupação das vereadoras, principalmente a Mariana, Paola, a Guida e eu sei que a Fernanda também já vem nos apoiando assim agora, Débora. Eh, e como é importante inclusive a gente de fato fazer essa disputa eh de dentro, né, do sistema. E é isso, assim, nem as vereadoras estão imune à violência de gênero, porque eh a gente sabe que eh essa é uma sociedade que de fato foi fundada a partir disso. C'est